Hoje, 14 de agosto, há dois anos o Nêgo Pessôa se foi e até agora Curitiba não lhe fez a homenagem que merece. Ele que foi o cronista de suas ruas, de suas travessas, de suas árvores, não teve seu nome inscrito em nenhum lugar. Ele que falou da gente, dos costumes, da vida dos curitibanos, não é lembrado nas narrativas oficiais. Pessôa que olhou as meninas, caiu de amores cinquenta vezes, e esqueceu-os na hora do futebol, não teve minuto de silêncio.
O Nêgo dos livros, das leituras, a dizer poesias nas madrugadas, não tem uma sala de biblioteca com seu nome. Bem, nem tudo vai se perder.
Ao bravo Pessôa restou o mais importante, a memória dos amigos que sentem a sua falta e, como eu, ainda choram por ele.