
A mim me é triste registrar, mas tenho de fazê-lo, como protesto (mesmo que inócuo) pelo que ocorre com um patrimônio da História paranaense, a Gazeta do Povo. O jornal acaba de demitir um dos últimos repórteres de primeira qualidade que o diário dos Cunha Pereira ainda mantinha em seus quadros. Trata-se do jornalista Diego Antonelli, dono de uma sensibilidade especial para temas históricos e da memória paranaense.
DIMINUINDO (2)
Gazeta do Povo prossegue, assim, com um forte ajuste econômico-financeiro, já que teria tido até ano passado um déficit anual de cerca de R$ 25 milhões. A situação do jornal agravou-se com a retirada de outro sócio do empreendimento editorial – Mariano Lemanski, ocorrida em 2015. Foi quando o jornal criou a edição “Do fim de semana” (no sábado), eliminando a de domingo. E adotou o formato “berliner”, de dimensões menores do que o tablóide.
A mídia impressa estaria com os dias contados no Brasil? Não é o que parece, se levarmos em conta os bons resultados apresentados por publicações como O Globo, Estadão e Folha de São Paulo. Eles estão conseguindo manter alta qualidade impressa e crescer nas edições digitais.
Embora a “on line” vá muito bem, é certo. Mas não esquecer que ela é abastecida basicamente pela fonte impressa de tais jornais.
Os primeiros choques e sinais do ajuste da Gazeta do Povo vieram meses atrás, com as demissões de Maria Sandra Gonçalves (diretora de Redação), Marisa Boroni Valério, Mauri Konig, Eduardo Aguiar…
