Enquanto o desemprego bate à porta de 13 milhões de brasileiros, a ilha de prosperidade do setor público vai bem, muito bem. Segundo o Pnad Contínua, do IBGE a média salarial do funcionalismo público é de R$ 3.309 contra R$ 1.965 do setor privado. Uma diferença de 68%.
DEUS-DARÁ
A se considerar que ao servidor público é garantida a estabilidade e reajustes acima da inflação ante o deus-dará do trabalhador comum, sempre sujeito às chuvas e trovoadas da economia, e não é preciso um microscópio para identificar as mazelas da concentração de renda.
ESPETÁCULO DE GASTANÇA
Se ainda se levar em conta que, diante da quebradeira da Previdência, 1 milhão de servidores públicos civis e militares aposentados consomem mais dinheiro que os 25 milhões de brasileiros que se aposentaram no setor privado, o espetáculo de categoria mundial.
BENESSES ALI E AQUI
Não é preciso ir longe para medir a gastança desenfreada. O judiciário paranaense e procuradores do Ministério Público do Paraná são pródigos em dispor de benesses que julgam inapelavelmente justas. Entre os exóticos benefícios estão vale-frutas, auxílio-moradia, bolsa de estudo para os filhos do jardim ao pós-doutorado na Sorbonne, férias de três meses, licença-prêmio, diárias, viagens e congressos em ilhas paradisíacas.
TAMBÉM QUERO
Quando não conseguem o que querem, reclamam a isonomia, como fez o MP ao pedir que o auxílio-moradia de R$ 4,5 mil dado aos juízes fosse estendido aos procuradores e promotores, e como deve fazer o TJ quando considerar que não foi contemplado com a guloseima que a outro foi dada.
Trabalhar, trabalhar. Desfrutar, desfrutar. Que ninguém é de ferro.
