sábado, 9 maio, 2026
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DELAÇÃO PREMIADA. DELAÇÃO FURADA, A COMEÇAR PELA DATA

Obra inacabada da Valor Construtora
Obra inacabada da Valor Construtora

Quem se deu ao trabalho de ler a delação completa do réu confesso Eduardo Lopes, proprietário da construtora Valor, encontrará nela uma série de incongruências. O depoimento é recheado de acusações infundadas, sem consistências ou provas. Tal como outras tantas de delatores que vão ao MPF e depois têm suas “confissões” ou anuladas, ou outras que, de tão frágeis, viram galhofa.

Uma das partes mais frágeis e confusas do documento é quando Lopes narra um esquema de troca de cargos envolvendo o ministro da Saúde, Ricardo Barros. O movimento teria ocorrido, segundo o delator, no início de 2015.

QUADRO NEGRO

Ora, se foi em 2015 a acusação não tem relação alguma com a Operação Quadro Negro, que investiga supostos desvios ocorridos na Secretaria da Educação até 2014. O único elo entre os fatos é a figura do próprio delator, Eduardo Lopes.

Ricardo Barros já anunciou que irá solicitar o desmembramento do inquérito e a abertura de sindicância no STF para apurar o vazamento da delação antes da homologação e do conhecimento pelas partes citadas.

ABSOLVIÇÃO DE LULA

Vale lembrar que recentemente o próprio Ministério Público Federal (MPF) solicitou a absolvição do ex-presidente Lula e a anulação do acordo de delação do ex-senador Delcídio do Amaral. Episódio que revela como é frágil o método da delação premiada.

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