
Com a dança das cadeiras que o presidente Temer está promovendo, a partir da saída do PSDB do Governo, até cargos federais no Paraná estariam no epicentro das mudanças.
Assim, posições de assessoramento e direção, que andam entre R$ 40 a 60 mil mensais, mais mordomias, de organismo que dependem do “placet” federal são colocados na linha de tiro.
A Diretoria do Ministério da Agricultura no Paraná também estaria ganhando esse olhar preferencial de redefinições federais, bem como o IBGE, COBAL, além de assessorias de Itaipu, entre outros.
DANÇA DAS CADEIRAS (2)
Ao registrar esses rumores que vêm de Brasília – e se acentuam muito em Foz do Iguaçu, sede da binacional -, não deixo de lembrar aquilo que um dia registrei: “há muitos assessores entronizados em cargos milionários, gabinetes refrigerados e totalmente distantes do Brasil real. Eles também existem no Paraná, até sob a égide de estatais federais, é certo”.
DANÇAS DAS CADEIRAS (3)
Mas não se assustem. Essas flechas que começam a ser preparadas (conteriam curare?) não visam ao diretor geral de Itaipu, Luiz Fernando Vianna, bom quadro administrativo. Homem probo.

Mudanças podem atingir diretores e assessores, gente que está “empachada” em seus cargos, com ares de todo-poderosos.
No entanto, algumas flechas poderão ser direcionadas a certos tradicionais “asponias”, pessoal de fala mansa e “encantadora” que gravita em Foz e Curitiba. Alguns deles com longa e comprovada capacidade de equilibrismo no extrair benesses do erário, ano após ano e servindo a vários senhores ao mesmo tempo.
Com a maior sem cerimônia.
Essa gente tem longa folha de sobrevida, mas zero de interesse público a zelar. Age assim com desenvoltura e ares de dignidade.
Esses tipos são identificáveis sem maiores esforços. Há senso comum no julgamento de quem são eles, como agem e onde estão.
