
Não é novidade: cresce o número de brasileiros fugindo das agruras econômicas e da violência que busca viver no exterior. De preferência, querem viver legalmente. Admite-se que essa diáspora já passa de várias centenas de milhares (ou seria um milhão?) de nossos patrícios que se espalham ilegalmente mundo afora, especialmente nos Estados Unidos e União Europeia.
A maioria vive nessa condição meio marginal há dezenas de anos.
OS CAMINHOS
Os caminhos mais recentes para consumar a busca da segurança e, quem sabe, nova vida no exterior, apontam a “janela” Luxemburgo, a pequena nação europeia.
LUXEMBURGO
Muitos sulistas, e particularmente paranaenses descendentes de luxemburgueses que foram para Mafra e Rio Negro, no século XIX, estão aproveitando essa oportunidade: até o final deste ano, quem tem ancestrais originários de áreas hoje pertencentes a Luxemburgo, pode pedir cidadania. O professor Cícero Bley, e família, como a do advogado e jornalista Edson Luiz Veira (e Heloisa) foram alguns dos que já aproveitaram a oportunidade.
OS SEFARDITAS
Agora, abre-se um “janelão” histórico para descendentes de portugueses que possam comprovar descender de cristãos novos sefarditas que vieram para o Brasil no período da colonização ou depois.
ANDRÉA KRAEMER
Quem me alerta para o fato, e está de embarque marcado para Portugal em busca de cidadania, é Andréa Castor Kraemer, artesã com larga presença internacional, especialmente em pintura sobre seda e patchwork.
JOBIM CASTOR
Andréa descende, pelo lado dos Castor e dos Jobim – (é sobrinha de Belmiro Valverde Jobim Castor) de judeus sefarditas, que se tornaram “na marra” cristãos novos, vindos para o Brasil.
A lei portuguesa abriu essa brecha que Andréa, pesquisadora do assunto, está tratando de aproveitar. Uma das suas leituras prediletas são os livros da historiadora da USP Anita Novinsky, especialista em cristãos novos.
FACILIDADES
Se conseguir a cidadania portuguesa, Andréa terá maiores facilidades para a venda de sua produção na Comunidade Europeia. E, quem sabe, assim beneficiar-se da saga daqueles ancestrais judeus foram forçados a se tornar cristãos para sobreviver à perseguição político-religiosa.
TORRE DO TOMBO
Portugal, país em que Andrea estará nos próximos dias, pesquisando na Torre do Tombo, está em terceiro lugar no Índice Global Peace, colocado como a terceira nação menos violenta do mundo, atrás da Islândia e Nova Zelândia. Com só 76 homicídios registrados em 2017…


