sexta-feira, 1 maio, 2026
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Curitiba, rainha da sucata

Garagem cheia de ônibus sucateados em Curitiba
Garagem cheia de ônibus sucateados em Curitiba

O prefeito de Curitiba já havia sinalizado anteriormente: o restabelecimento da integração de linhas de ônibus de Curitiba com a região metropolitana passa, inevitavelmente, pelo aumento da tarifa.

SALTO

E ela deve saltar de R$ 3,80 (R$ 3,70 em Curitiba) para mais de R$ 4,00 se for considerada a depreciação dos ônibus que circulam nas ruas. Hoje, conforme matéria publicada nos jornais, 25% da frota é uma sucata sobre rodas. Pela lei, ônibus com mais de dez anos jamais poderiam atender aos curitibanos, mas por força de uma liminar de 2013, as empresas se desobrigaram da renovação.

CONSEQUÊNCIAS

Por que isso ocorreu? Por descaso. Houve um desmonte da rede integrada de transporte criada em 1980 por Jaime Lerner, com consequências nefastas que só agora parecem ensaiar uma recuperação. A isto somou-se o embate entre governo do estado e prefeitura de Curitiba, que acabaria por resultar em um inevitável prejuízo ao usuário.

DILEMA

Alguém já disse que não há almoço grátis. De fato, não há. E é diante desse dilema que o novo prefeito se coloca. Ele sabe que uma renovação da frota passa inevitavelmente pelo aumento da tarifa. Os sinais da crise já estão no ar. Há uma paralisação em curso de motoristas e cobradores que compromete significativamente a circulação de ônibus em toda a Grande Curitiba. Quando o reajuste parece inevitável, a melhor solução, já ensinava Jaime Lerner, é devolver o preço mais alto da passagem em conforto e regularidade. Se Rafael Valdomiro Greca de Macedo quer passar ileso pelo seu primeiro teste de fogo na gestão, talvez esse seja esse o caminho que ele deve trilhar.

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