
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nessa terça-feira, 11, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro, que subiu 0,73%. Com isso, o ano de 2021 se encerra com variação de 10,06%, acima dos 4,52% registrados em 2020. E Curitiba teve a maior inflação entre as capitais brasileiras.
De acordo com o IBGE, a capital paranaense teve uma inflação acumulada em 2021 de 12,73%, superando grandes centros como São Paulo (9,59%), Rio de Janeiro (8,58%) e Belo Horizonte (9,58%). Comparado com o ano de 2020, a inflação em Curitiba subiu quase 9 pontos percentuais, saindo de 3,95% para os atuais 12,73%.
No que diz respeito aos índices regionais, a região metropolitana de Curitiba (12,73%) foi a que teve a maior variação em 2021, influenciada principalmente pela alta de 51,78% nos preços da gasolina. O custo de vida do curitibano também foi elevado por causa das nas áreas de alimentação, saúde e despesas pessoais e habitação, puxado pelo aumento do gás e do gás encanado e a escassez hídrica que provocou reajustes da energia elétrica.
PRINCIPAIS AUMENTOS
A alta de 21,03% do grupo Transportes está relacionada principalmente ao comportamento do preço dos combustíveis (49,02%) ao longo de 2021. A gasolina, subitem de maior peso no IPCA, subiu 47,49%, e o etanol, 62,23%.
Em Habitação (13,05%), a principal contribuição (0,98 p.p.) veio da energia elétrica (21,21%). Os problemas na geração de energia também levaram à criação de uma nova bandeira, intitulada Escassez Hídrica, com acréscimo de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos. Outro destaque foi o gás de botijão (36,99%), cujos preços subiram em todos os meses de 2021. Com isso, o subitem contribuiu com o 2° maior impacto dentro do grupo (0,41 p.p.).
A variação de Alimentação e bebidas (7,94%) foi menor que a do ano anterior (14,09%), quando contribuiu com o maior impacto entre os grupos pesquisados. Na alimentação no domicílio (8,24%), as maiores altas vieram do café moído (50,24%), com impacto de 0,15 p.p., da mandioca (48,08%) e do açúcar refinado (47,87%). Por outro lado, subitens como a batata-inglesa (-22,82%) e o arroz (-16,88%) tiveram queda de preços em 2021.
