quinta-feira, 30 abril, 2026
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CPI nada resolveu: novo “Pacotaço de Bondades” aos ônibus está a caminho

Rafael Valdomiro Greca de Macedo.

Coisas de Curitiba em tempos de Greca: a CPI do transporte coletivo, feita na Câmara Municipal, concluiu  que a licitação dos ônibus foi fraudulenta. E recomendou que fosse anulada. Tudo começou com a operação “Riquixá”…

 

Enrolar e cozinhar o galo é a meta da administração Rafael Valdomiro Greca de Macedo.  A “Operação Riquixá” – lembram-se? Demonstrou o esquema em torno das licitações do transporte coletivo de Curitiba. A Licitação que rendeu o contrato fraudulento foi objeto inclusive de uma CPI na Câmara Municipal de Curitiba, com recomendações de anulação por diversos órgãos.

O prefeito de Curitiba não esconde sua grande amizade com a família proprietária e chefe do transporte coletivo de Curitiba, não poupando reuniões reservadas, algumas até em saunas (dizem que na sauna eventuais gravações se tornam difíceis).

Além do socorro de mais de R$120 milhões aos empresários do transporte coletivo, o prefeito conseguiu aumentar as passagens tornando Curitiba o transporte mais caro do Brasil. A má gestão e as maldades não param por aí!

MALDADES QUE VIRÃO

Com o aumento do combustível, já se discute a possibilidade de um novo subsídio aos empresários do transporte coletivo. A grande dúvida é qual opção é a mais vantajosa sob o aspecto político e do empresariado, no caso as opções das mesas de negociações são as seguintes:

Opção a) um novo “pacote” para subsidiar os empresários;

Opção b) um novo aumento na tarifa;

Opção c) Todas as alternativas são válidas.

Segundo técnicos aposentados da Urbs S/A sob o aspecto econômico das empresas, o subsídio acaba beneficiando melhor o caixa dos empresários, pois o aumento da passagem acaba por diminuir os passageiros pagantes do transporte coletivo, não tampando direito o “furo do caixa”.

Certamente a opção seja dar mais dinheiro a título de subsídio e quem irá pagar a conta e o risco do negócio dos amigos do alcaide serão os munícipes pagadores de impostos.

Dona Matilde da Luz

COZINHANDO O GALO

Apesar das nulidades e irregularidades que envolvem o presente contrato e licitação do transporte, uma coisa é certa: O contrato deve encerrar em 15 anos após a licitação tida como fraudulenta.

Com o devido planejamento, o ano chave para uma nova licitação é 2024, ou seja, daqui a dois anos encerra-se o irregular contrato do transporte coletivo.

Contudo a gloriosa gestão Greca, está cozinhando o galo, pois não promoveu qualquer estudo ou opção alternativa de transporte que liberte o povo curitibano do sequestro dos empresários do transporte coletivo.

A realidade é uma só, Greca só sabe fazer sauna e dar dinheiro aos empresários que pelo tratamento dado pela prefeitura são melhores que todos os demais empresários da cidade, que sofreram igualmente com os efeitos da pandemia.

Foto: Wagner Araújo/Divulgação TCE-PR

FINANCIAMENTOS INTERNACIONAIS

Greca vai utilizar mais de MEIO BILHÃO de reais do BID para “investimento” na linha do inter 2, para “melhorar a Capacidade” e Velocidade da Linha Direta Inter 2 são US$ 133,4 milhões em investimentos, dos quais US$ 106,7 milhões financiados pelo BID e US$ 26,7 milhões em contrapartidas municipais. (fonte IPPUC).

Novamente fica evidente o leonino contrato de transporte o qual a Gestão Greca insiste em manter. Além de subsidiar, aumentar a passagem, a prefeitura e os munícipes são obrigados a contrair financiamentos para bancar e diminuir os custos das empresas de transporte coletivo.

A pergunta que não quer calar! A prefeitura vai licitar essa ampliação da linha direta do Inter 2? As novas linhas de ônibus elétricos serão entregues às atuais empresas a que custo?

Não existe sauna e nem almoço grátis!

EXTREMA MALDADE

Apesar das irregularidades, esses investimentos irão justificar a renovação do contrato do transporte coletivo por mais 12 anos.

Cozinhando o galo (enrolando), não criando opções alternativas ao transporte e um planejamento adequado para uma nova licitação, provavelmente Greca forçará a renovação do contrato sob o argumento dos investimentos realizados e dívidas contraídas no exterior, amarrando o próximo prefeito de Curitiba, que herdará dívidas em dólares americanos.

EXCEPCIONALMENTE

 

Vejam a cláusula DÉCIMA SÉTIMA DO CONTRATO do transporte coletivo: “17.1 Excepcionalmente, os prazos da concessão poderão ser estendidos para até 25 (vinte e cinco) anos, contados da assinatura do contrato, mediante prévia justificativa da CONCEDENTE e somente nos casos de elevados investimentos em bens reversíveis, decorrentes de fato superveniente, não sendo considerado para esse fim investimento na renovação e ampliação de frota.”

 

“É assim que as maldades são realizadas na gestão Greca! Viva Curitiba! Viva a Sauna, Viva a pizza de CPI do Transporte mais cara do Brasil!”, proclama em altos brados dona Matilde da Luz, a fiel vigilante da cidade, uma “mordoma” de Curitiba, papel que, nas gestões Lerner, foi exercido pela insubstituível Maria Francisca Rischbieter, mãe de Mônica e Luca.

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