A corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro abriu novo procedimento para apurar uma suposta infração disciplinar do delegado Alexandre Saraiva, que foi exonerado do comando da corporação no Amazonas em abril. A exoneração se deu após Saraiva apresentar uma notícia-crime contra o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por suspeita de envolvimento em um esquema de extração ilegal de madeira da Amazônia.
O que motivou a apuração interna foi a entrevista que Saraiva concedeu a Crusoé em setembro, na qual fez duras críticas à condução da política ambiental do governo Jair Bolsonaro e à interferência na corporação onde atua há quase 20 anos. A cúpula da PF não gostou das declarações do delegado, que soma agora cinco processos disciplinares por dar entrevistas sem autorização prévia de seus superiores.
Após bater de frente com Ricardo Salles, há seis meses, Saraiva foi exonerado da superintendência da PF no Amazonas e transferido para a delegacia de Volta Redonda, no interior do Rio de Janeiro, um rebaixamento que ele classificou como “geladeira”. Lá, ele tem lidado com pequenos delitos, como falsificação de moeda.
Tal filho, tal mãe
Três meses depois de tomar posse como senadora na vaga do filho, Ciro Nogueira, Eliane Nogueira segue uma rotina semelhante à do titular do mandato: além de se reunir diariamente com prefeitos, políticos e lideranças do Piauí e de celebrar a liberação de recursos federais para obras em seu estado, a parlamentar do Progressistas dedica sua atividade parlamentar à defesa das bandeiras do governo Jair Bolsonaro, como o Auxílio Brasil. Eliane também tem outros hábitos políticos em comum com o filho. Assim como Ciro Nogueira, a senadora usa dinheiro público da cota parlamentar do Senado para abastecer jatinhos.
Desde que assumiu o mandato, em 28 de julho, a senadora já gastou 47 mil reais com a compra de querosene de aviação, usado principalmente durante seus voos no Piauí. Não consta na declaração de bens da senadora a propriedade de nenhuma aeronave, mas o ministro da Casa Civil declarou à Justiça Eleitoral ser dono de um avião avaliado em 2,8 milhões de reais. Desde que assumiu o mandato, Eliane Nogueira apresentou apenas um projeto de lei. A proposta da senadora prevê que condenados por crimes violentos, contra a vida ou crimes sexuais sejam submetidos obrigatoriamente à identificação de perfil genético.

Mais uma pré-candidatura para 2022
O MDB iniciou a pré-campanha da senadora Simone Tebet à Presidência da República no ano que vem. A parlamentar do Mato Grosso do Sul figura como o quinto nome a se lançar na corrida presidencial pela chamada terceira via, contra a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula. O partido lançou uma campanha nas redes sociais com o slogan “Diga Sim!”, em referência à inicial do nome da senadora e deve realizar um evento em novembro de lançamento oficial do nome de Tebet ao Palácio do Planalto. O plano do MDB é usar a candidatura própria para tentar ampliar suas bancadas na Câmara e no Senado. A senadora ganhou destaque na cena política nacional nos últimos meses, atuando de forma incisiva nas sessões da CPI da Covid no Senado.
Compra de decisões
A subprocuradora-geral da República Lindôra Araujo denunciou ao Superior Tribunal de Justiça o presidente da OAB de Tocantins, Gedeon Pitaluga, por compra de sentenças no Tribunal de Justiça do estado. A denúncia envolve um processo de licitação do município de Palmas para a escolha da empresa de coleta de resíduos. Pitaluga é acusado de fazer pagamentos indevidos ao desembargador Ronaldo Eurípedes para que ele decidisse, em abril de 2015, a favor de uma empresa da capital.
A subprocuradora diz que “Gedeon Batista Pitaluga Júnior há mais de 15 anos, vem utilizando-se da profissão de advogado, das instituições de classe que a representam e de suas relações políticas para cometer crimes diversos e locupletar-se com recursos advindos da atividade criminosa”. Em junho, a Justiça Federal no Tocantins já havia condenado Pitaluga a três anos e meio de prisão, em regime inicialmente aberto, por usar documentos falsos.
(Fonte: Revista Crusoé)
