segunda-feira, 10 agosto, 2026
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Comissão da Vacina marca para terça audiência com envolvidos nos casos de fura-fila em Rio Branco do Sul

Marcello Casal Jr/AgenciaBrasil)

Foram notificados a prefeita que fez a denúncia, o secretário de saúde e cinco suspeitos de burlarem a ordem de vacinação

 

Uma Audiência Pública foi convocada para a próxima terça-feira (11), às 10 horas, para ouvir os envolvidos na denúncia de fura-filas em Rio Branco do Sul. O evento é organizado pela Comissão Especial de Investigação (CEI) da Assembleia Legislativa, que apura fraudes de vacinação contra a covid no Paraná, e será pelo sistema remoto devido aos protocolos sanitários adotados na pandemia.

Foram notificados a prefeita Karime Fayad, que encaminhou à Promotoria de Justiça um relatório com nomes que teriam furado a fila, o secretário de Saúde do município, Rafaele Corradi e ainda os proprietários de duas clínicas odontológicas e de um laboratório que teriam vacinado familiares fora das regras prioritárias de imunização.

“Essa audiência visa resguardar a credibilidade da vacinação no Paraná. Destacando o exemplo da prefeita que apurou os casos e denunciou os fura-filas. Pessoas que usaram a sua prerrogativa da área de saúde para vacinar fora da lista de prioridade na imunização, incluído um jovem de 17 anos”, explicou o deputado Delegado Francischini, presidente da Comissão Especial.

A cidade, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), recebeu a primeira diligência da Comissão na semana passada.

A CEI já encaminhou também requerimentos pedindo informações a diversos órgãos de controle. O objetivo é recolher o maior número de elementos e cruzar dados que indiquem possíveis irregularidades.

Os pedidos são para o Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR), Tribunal de Contas de União (TCU), Controladoria Geral do Estado (CGE), Controladoria Geral da União (CGU), Secretaria de Saúde, Ouvidoria do Ministério da Saúde e às promotorias de Proteção ao Patrimônio Público e Ordem Tributária e de Proteção da Saúde do Ministério Público do Paraná.

“O trabalho da CEI tem um efeito pedagógico e preventivo de demonstrar que ninguém vai ficar impune se furar a fila. Sejam autoridades, políticos, que entram agora em nova fase de investigação, ou sejam pessoas que usam CPF de mortos”, afirmou Francischini.

Umuarama – Um dos próximos alvos da CEI será Umuarama. Uma operação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) prendeu sete pessoas e cumpriu 62 mandados de busca e apreensão esta semana – incluindo na prefeitura e na casa do prefeito Celso Pozzobom (PSC).

A ação investiga o desvio de verbas do Fundo Municipal de Saúde. O prejuízo pode chegar a R$ 19 milhões, segundo a investigação. Um diretor de um hospital, empresários e dois servidores públicos foram presos.

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