quarta-feira, 17 junho, 2026
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Cida Borghetti diz porque é candidata ao governo

Cida Borghetti
Cida Borghetti

Pesquisas de opinião pública têm o condão de desatar nós; ou, no caso da política, de, no mínimo, apressar decisões, como aquelas amplamente gestadas, mas não anunciadas, à espera de momento oportuno.

No caso de Cida Borghetti, a vice-governadora, ontem,7, anunciada pelo PP como sua virtual candidata à sucessão de Beto Richa em 2018, pode ter sido resultado da avaliação da Paraná Pesquisas, publicados nessa segunda, 7, pelo jornal Gazeta do Povo que geraram a manifestação.

É apenas uma suposição.

A pesquisa deu Cida como preferida, hoje, por entre 4 e 7% do eleitorado paranaense (dependendo dos cenários). Esse ainda raquítico resultado pode também a ter levado a sair do “low profile” com que vinha caracterizando seu projeto ao Palácio Iguaçu. E assim ter concluído, pois, que “está na hora”…

Acho mais: as recentes manifestações do ex-senador Osmar Dias (PDT), inconteste liderança no Paraná, especialmente a partir de sua vinculação com o agrobusiness (dominante no Estado), devem ter ajudado a tirar Cida da sua caminhada ‘passo a passo’.

CABO ELEITORAL

Osmar, político experiente, dono de uma folha pública de todo recomendável, não se fez de rogado. Começou falando ao jornal Valor Econômico, de São Paulo, depois deu entrevistas a jornalistas curitibanos, sempre deixando bem claro: é candidato ao Governo do Estado em 2018.

Nem um inimaginável enfrentamento com seu irmão Álvaro Dias o faria desistir desse propósito que será o terceiro em busca do Palácio Iguaçu.

Mas que ninguém duvide: o maior cabo eleitoral de Osmar Dias será seu irmão, declaradamente candidato pelo Partido Verde à Presidência da República.

EM MARINGÁ

Não acredito que Cida tenha se movido principalmente em função dos números da Paraná Pesquisa, que, é certo, não a apresentam em situação confortável com relação a Osmar e Roberto Requião, por exemplo.

Outros fatores ainda devem ter determinado o passo agora dado por Cida.

O mais decisivo pode até ter sido a dura campanha (de baixíssimo nível, em certos momentos) que enfrentou, com seu cunhado Silvio e o marido Ricardo Barros em Maringá. Ele chegou a ter seu escritório na cidade ocupado por opositores/vândalos.

De lá a família saiu derrotada temporariamente. Essa é uma realidade que jamais constou no rol das previsões de Ricardo e Cida, onde que se acostumaram a sucessivas vitórias na família e/ou seus partidários.

PEQUENO ESCORE

Cida não pode ter-se assustado com o pequeno escore de preferências que a pesquisa detectou em torno de seu nome. Experiente, formada na escola de Ricardo Barros, o marido e mestre de negociações políticas, a vice-governadora teve recentemente um exemplo, em Curitiba, de quanto as pesquisas podem falhar. É o caso, por exemplo, de Ney Leprevost, que começou quase na rabeira e acabou encostando com o velho político Rafael Valdomiro Greca de Macedo.

ARMAS DE CIDA

Muita água vai rolar até 2018.

O certo é que hoje, todas as avaliações de opinião, indicam a liderança de Osmar Dias, um político (como Cida) ficha limpa, e duro na queda.

A surpresa, para mim, é ainda a boa presença do ‘demolidor’ Roberto Requião de Mello e Silva.

MULHER

Não se pode subestimar o poder de aglutinação de Beto Richa, que depois de amargar 70% de rejeição no Estado, este ano, dá indicações que começa a recuperar-se.

Beto não terá nenhuma missão impossível se tiver que batalhar pela candidatura de Cida ao Governo, a novidade mulher que o Paraná vai experimentar em tempos do chamado emponderamento da mulher. Para usar uma das palavras da moda, se bem poucos consigam apontar a etimologia do vocábulo.

CIDA EXPLICA

A coluna recebeu e registra a declaração seguinte de Cida Borghetti:

“O convite para concorrer ao Governo do Estado em 2018 partiu da direção nacional do PP, quando eu retornei à legenda. Recebi esse desafio com muita tranquilidade e estou focada em trabalhar pelo Paraná.

Quero agradecer ao povo paranaense a lembrança e o carinho do meu nome.”

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