terça-feira, 5 maio, 2026
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Cerveja nos estádios: Passando por cima da lei

Possível “lobby das cervejas”
Possível “lobby das cervejas”

Discute-se a liberação da cerveja nos estádios e, de novo, lembra-se que a bebida é um dos gatilhos para a violência gratuita e para a briga de torcidas, principalmente quando se acrescenta um ingrediente quase irracional chamado paixão futebolística. É uma medida drástica? Sim.

Como é drástica a revista na entrada das arenas, as câmeras espalhadas por todos os lados e o policiamento ostensivo nas ruas e nos terminais de ônibus antes e depois dos jogos. E ainda assim, há casos de vandalismo e de pancadaria que só se intensificam.

NOS ACRÉSCIMOS

Os deputados avaliam que uma “cervejinha” não dói e que a venda até poderia ficar restrita aos minutos finais do jogo, donde a torcida apelaria para um acréscimo generoso do árbitro para que corressem à lanchonete mais próxima. Seria hilário, mas não é.

GREGOS E TRAIANOS

Por trás da liberação da cerveja nos estádios do Paraná, que já foi objeto de análise na Câmara de Curitiba, mas não vingou, pode estar o lobby das indústrias de bebidas. Uma possibilidade muito forte. Para satisfazer Gregos e Traianos, ou melhor, Troianos, despreza-se o Estatuto do Torcedor e abre-se a torneira para uma nova lei que, se redundar em um agravamento da violência, pode mais tarde ser modificada ou até revogada, de acordo com a vontade do “deputado desconhecido” no exercício do mandato. Sorte dos físicos, a lei da gravidade continua intacta.

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