


Ainda com discrição, as apostas começam a correr sobre quem estaria com eleição garantida para a Assembleia Legislativa. Isso em meio à descrença que parece generalizada contra a classe política, quadro que anda junto com a da certeza de que alguns nomes serão poupados das anunciadas faxinas.
LUIZ CARLOS MARTINS
Assim, analistas que apoiam esta coluna apostam que Luiz Carlos Martins (hoje no PSD) está entre os que vencerão as cascas de banana colocadas no seu caminho, assim como Maria Victoria (PP), ampla e irrestritamente apoiada pelos pais, Cida Borghetti e Ricardo Barros.
ALEXANDRE CURY
Alexandre Cury, por sua vez, não apenas navega com relativa facilidade no amplo legado eleitoral do avô Aníbal, como foi tratando de consolidar seu aprisco.
Como o avô, Alexandre sabe muito bem sondar os sinais dos tempos: o deputado estadual esteve solidamente instalado nos governos de Roberto Requião, passou lampeiro pelos de Beto Richa e, ao lado de seu dileto companheiro Luiz Claudio Romanelli, já garantiu espaços folgados na administração Cida Borghetti. Isso sem nunca ter escondido, meses antes, simpatias pelo bem equipado pré-candidato Osmar Dias.
SONHOU GRANDE
Hábil estrategista, e até por isso com direito a muitos sonhos, Alexandre Cury deve, no entanto, estar curtindo, nos dias de hoje, uma forte frustração. Pois ao contrário do que me declarou para meu livro Vozes do Paraná, volume 2, não está no páreo para o Governo do Estado.
Até agora. E nada indica que estará. Ele me garantiu, em 2009, que seria governador do Paraná em 2018.
BRUNO PESSUTI
Da nova safra de políticos, impossível ficar-se alheio ao papel que vai assumindo o vereador Bruno Pessuti na Câmara de Curitiba. Com preciosa formação técnica em engenharia mecânica, Pessuti herdou do pai, Orlando Pessuti, a capacidade de mergulhar com profundidade na política.
Pratica uma política de gente grande e dando mostras que não quer se limitar à Assembleia Legislativa do Paraná, à qual se habilita como candidato deste ano.
NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Se sair candidato a deputado federal, o ex-prefeito Gustavo Fruet não terá dificuldades em eleger-se, segundo avaliações amplas. Como também outro ex-prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), deve voltar a Brasília para um segundo mandato de deputado.
LUCIANO DUCCI E ALEX
Alex Canziani (PTB) é outro que não deve ter dificuldades para reeleger-se: cumpriu mandato marcado por ações concretas e fortes em favor de suas bases no Paraná.
O legado deixado por Ducci, em obras, em Curitiba, ainda é o grande eleitor de Luciano. Da mesma forma, admitem os bons avaliadores do quadro eleitoral, Valdir Rossoni “tem tudo para reeleger-se” e retornar a Brasília.
A reeleição mais certa pra a Câmara dos Deputados é a de Ricardo Barros.
Disso ninguém, em juízo perfeito, pode duvidar.
O VOTO DOS “IRMÃOS”
Ainda sobre Rossoni: segundo as mesmas análises, agora o universo de eleitores de Rossoni deverá diminuir muito. Assim como, preveem as mesmas fontes, o mundo dos candidatos evangélicos tenderá a pulverizar votos. Isto significa: haverá quase enxurrada de novos candidatos reclamando que “irmão vota em irmão”, o que acabará prejudicando lideranças “crentes” antigas, como os deputados Takayama e Francischini, ambos da Assembleia de Deus (de Missão).
