quinta-feira, 30 abril, 2026
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Celso denunciou atraso, e foi condenado

Celso Nascimento e o conselheiro Ivan Bonilha
Celso Nascimento e o conselheiro Ivan Bonilha

Preciosa e exemplar é a opinião do jornalista Fabio Campana (diretor da Travessa dos Editores) sobre a condenação de Celso Nascimento, jornalista que ousou fazer uma ilação de cunho político.

A abordagem de Campana está em seu blog, 8 de dezembro. Leia:

CONDENAÇÃO

O jornalista Celso Nascimento, colunista da “Gazeta do Povo”, foi condenado pelo juiz Plinio Augusto Penteado de Carvalho, a 9 meses e 10 dias de prisão substituídos, em função de ter mais de 70 anos de idade, pelo pagamento de multa de 10 salários mínimos, acrescida da suspensão de seus direitos políticos. Decisão judicial que aponta contra a liberdade de expressão, a liberdade de informar e a de questionar.

PARECER DO TCE

O que fez o Celso Nascimento? Denunciou o atraso de parecer do Tribunal de Contas sobre o edital para construção do metrô em Curitiba. O relator do processo, apontado por Celso Nascimento, era o conselheiro Ivan Bonilha, que segundo o jornalista agiu em provável cumprimento de seu vínculo com o governador Beto Richa.

Celso foi acusado por Bonilha de injúria e difamação e cabe a pergunta: qual o papel do jornalista?

PAÍSES CIVILIZADOS

Ora, nos países onde a civilização pegou, o jornalista cumpre exatamente essa função de observar, entre outras, atrasos em processos de interesse público, fato inquestionável neste caso, e tem o direito de levantar, baseado em fatos, as razões do atraso. Foi o que fez o Celso e por isso foi condenado, diga-se, com adesão do Ministério Público ao denunciante.

NÃO SONEGOU

Ora, a imprensa só erra quando sonega informações de que dispõe ou quando publica, como boas, informações que sabe falsas ou errôneas.

Imaginem que maravilha seria para os que cometem crimes contra o erário se não existisse a imprensa.

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