terça-feira, 30 junho, 2026
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CANDIDATURAS (VI): Arruda fala que déficit da previdência pública no Paraná é preocupante

Segundo a Paranáprevidência, prejuízo projetado fará com que o patrimônio do fundo seja extinto em menos de 20 anos

Arruda_fundo“Todos os meses o governo estadual retira do Fundo de Previdência R$140 milhões para pagar inativos. Nós tínhamos superávit em 2014. A partir de 2015 nós tivemos déficit. Tínhamos R$ 8 bilhões em caixa e temos um pouco mais de R$ 6 bilhões hoje”, disse o candidato do MDB ao governo do Paraná, João Arruda, durante entrevista à RIC TV. As informações são de Alexsandro Ribeiro, no Truco nos Estados.

Ao comentar sobre o déficit do Fundo de Previdência dos servidores públicos paranaenses, o emedebista acertou os números que demonstram a escalada do problema. É o que notou o Truco nos Estados, projeto de fact-checking da Agência Pública feito no Paraná em parceria com o Livre.jor.

O candidato está correto ao colocar o ano de 2015, quando o governo do Paraná aprovou a reforma da aposentadoria do funcionalismo, no centro da questão. Antes, aposentados e pensionistas estavam distribuídos nos fundos Previdenciário e Financeiro.

CONTRIBUIÇÕES

O Previdenciário é custeado com as contribuições dos servidores. O Financeiro, em vias de extinção, quem pagava era o governo, com recursos do Tesouro. Na reforma, 33,5 mil inativos com mais de 73 anos foram movidos do Financeiro para o Previdenciário. Aliviou o Tesouro, mas pesou no fundo das contribuições.

O impacto aparece na contabilidade atuarial da Paranaprevidencia – autarquia que administra a grana dos aposentados e pensionistas.

De acordo com os balanços, disponíveis para consulta na página da autarquia na internet, de 2014 para 2015 houve uma inversão nas contas e de superavitário o Fundo Previdenciário começou a declinar.

Em 2014, um ano antes da mudança na previdência, o Previdenciário encerrou o exercício com R$ 7,9 bilhões de reserva. No outro ano, esse recurso caiu para R$ 7,6 bilhões. Em 2017, encerrou o exercício com R$ 6,6 bilhões.

EXTINÇÃO EM 20 ANOS

Mas não foi só a migração de inativos do Fundo Financeiro para o Previdenciário que colocou a previdência em risco. O déficit projetado é ampliado com a falta do pagamento da contrapartida patronal do governo.

Numa reforma anterior da previdência, em 2012, o Estado se comprometeu a pagar “contrapartida de contribuição mensal em montante igual à contribuição que arrecadar”. Mas deixou de pagar em 2014. Pelo relatório de 2017, a dívida decorrente disso era de R$ 299 milhões.

Pela Nota Técnica do Paranaprevidência sobre as contas de 2017, o prejuízo projetado com a mudança do plano de custeio e com a falta de repasse “leva a uma estimativa de extinção do patrimônio do Fundo Previdenciário em menos de 20 anos”.

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