
Ricardo Nogare, 38, curitibano, brasileiro e também com cidadania britânica, tem autoridade para fazer declaração que fez ontem a este espaço: para ele, a libra esterlina deve sofrer desvalorização de pelo menos 30% proximamente, por conta da saída do Reino Unido da União Europeia.
Nogare atua na área bancária, em posições de comando em nível internacional.
Formado em Curitiba pela antiga Estação Business School, Nogare já foi vice-presidente de um banco de investimento em Londres. Hoje é responsável por programas de relacionamentos internacionais de uma grande instituição bancária mundial com sede em Londres.
Para Nogare, a desvalorização é certa, pois a nova realidade imposta pelo Brexit – criando, em decorrência, certas limitações à livre circulação da economia britânica (jamais a sufocando, no entanto) – levará fatalmente a isso.
Acredita, “em compensação” que a Inglaterra será “uma nova Suíça”, pois poderá se ocupar e se concentrar nos interesses e na economia de seus cidadãos:
– Hoje o pessoal vem de toda União Europeia para cá. E nós, os britânicos, pagamos pelo ‘welfare state’ que hoje garante, por exemplo, a desempregados e/ou estrangeiros dependentes dos benefícios sociais, rendimentos que correspondem, por exemplo, a R$ 15 mil/mensais.
MUITO IMPOSTO
Nogare garante que ele paga 40% do que ganha em tributos “que acabam mantendo esses ditos benefícios sociais”.
Xenofobia? Para Nogare, apenas realismo e uma resposta que o Reino Unido deu à política da CE, que “vai implantando uma espécie de socialismo na Europa “. Realidade, disse, incompatível com o espírito dos britânicos, seres essencialmente guiados pela livre iniciativa e pouco governo.
O PERFIL
Um dos personagens do meu livro ‘Vozes do Paraná 8’, a ser lançado em 6 de outubro, no Solar dos Leão (sede do BRDE, Palacete dos Leão, Av.João Gualberto, em Curitiba), aqui vai uma pequena mostra do perfil de Ricardo Nogare:
“Você pode até encontrar outros com o nome Ricardo Nogare no Brasil. Mas nenhum deles sendo portador dos sinais que identificam esse misto de CEO operando hoje num grande conglomerado bancário mundial, em dezenas de nações, a partir de Londres. E que tem – como segunda forte marca – obsessão pelo ciclismo.
Antes, foi vice-presidente do State Street Bank, na Inglaterra, um dos dez maiores do mundo em gestão de investimento.
Acredita, ‘em compensação’, que a Inglaterra será “uma nova Suíça”, pois poderá se ocupar e se concentrar nos interesses e na economia de seus cidadãos:
– Hoje o pessoal vem de toda União Europeia para cá. E nós, os britânicos, pagamos pelo ‘welfare state’ que hoje garante, por exemplo, a desempregados e/ou estrangeiros dependentes dos benefícios sociais, rendimentos que correspondem, por exemplo, a R$ 15 mil/mensais.
Na história desse também esportista obcecado pela magrela, há dois títulos brasileiros de campeão de ciclismo, por ele conquistados. Além do de Embaixador da Bicicleta na União Ciclística Internacional (UCI), e como membro da Comissão Ciclismo para Todos.
A MAGRELA
Mas há, mais do que isso: a constante pregação que faz em favor do uso das bicicletas nas cidades. Diz que a bicicleta, adotada como meio de transporte, significará melhor qualidade de vida urbana, melhora na saúde dos ciclistas e economia de recursos públicos no tratamento de moléstias como diabetes, e males cardíacos.
Nessa missão de pregador do ciclismo como opção de vida na cidade moderna, Nogare lembra que países como a França pagam para que seus cidadãos se desloquem de casa para o serviço de bicicleta. Em Paris, o governo francês gasta um real por dia com as viagens de seus contribuintes com as bikes.
E ele mesmo, Nogare, dá exemplo: percorre diariamente uns 50 quilômetros de bicicleta, de casa ao serviço, em Londres. Da mesma forma como ainda enfrenta provas pessoais difíceis, como vencer o caminho íngreme que leva ao monte Ventoux, na França, sob zero grau e neve. Isso embora tendo se despedido do ciclismo profissional ao contrair uma tendinite anos atrás.
