terça-feira, 5 maio, 2026
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Brasileiro é alvo de operação policial em condomínio de luxo do Paraguai

Identificado como L.F., ele é um dos suspeitos procurados pela Operação Turfe da Polícia Federal do Brasil, que contou com apoio da Senad

 

(H2Foz)

A mansão que agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai invadiram nesta segunda-feira, 15, em busca de um dos suspeitos de chefiar uma quadrilha internacional que trafica cocaína para o Brasil e a Europa, é de um brasileiro.

O suspeito, no entanto, conseguiu fugir. Ele teria sido informado por seguranças do condomínio de luxo Paraná Country Club, de Hernandarias, e abandonou o local por uma saída alternativa, a bordo de uma caminhonete.

“Na portaria (do condomínio), eles nos detiveram por um tempo inexplicável. E nas câmeras de segurança se vê como nosso alvo escapava, enquanto nós esperávamos para entrar”, disse à rádio Monumental 1080 AM o promotor Manuel Rojas.

Ele e o também promotor Elvio Aguilera lideraram as buscas dentro das investigações por tráfico internacional de drogas, que no Brasil ganhou o nome de Operação Turfe, já que os traficantes lavavam dinheiro ilegal na compra de cavalos de corrida.

DETENÇÕES

Manuel Rojas disse que foram obrigados a entrar à força no condomínio. Uma das familiares do suspeito chegou a bloquear com um veículo a passagem dos promotores e dos agentes da Secretaria Nacional Antidrogas.

Tanto a mulher como cerca de 20 seguranças do Paraná Country Clube foram detidos por suspeita de facilitar a fuga.

Segundo o promotor, o brasileiro, identificado pelas inicias L.F., é suspeito de ser o principal responsável pelo envio de 23 toneladas da cocaína apreendida na Europa, no ano passado. Haveria vínculos também com outras apreensões feitas no Paraguai.

Não é de estranhar outra informação prestada pelos promotores: o brasileiro suspeito de chefiar uma organização criminosa de tráfico internacional de drogas tinha dois habeas corpus que lhe permitiam circular livremente pelo Paraguai.

A organização é composta por brasileiros, que levam a cocaína do Paraguai ao Brasil e, daqui, à Europa, em contêineres embarcados nos portos de Paranaguá e Santos.

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