
O Bom Dia, Paraná, às 7 horas, da TV Paranaense, Canal 12, de Curitiba, noticiava na manhã desta terça-feira, 11, a prisão do ex-governador Beto Richa, Fernanda Richa e Pepe Richa, Ezequias Moreira e jornalista Deonilson Roldo, ex-secretários de Richa.
A notícia teve repercussão imediata, com cobertura em todos os grandes veículos nacionais.
A Rádio Banda B – cujo portal é comandado por Denize Mello – foi dos primeiros a fornecer substantivas informações sobre as duas operações que envolveram Beto, Fernanda e ex-secretários seus, Deonilson e Pepe Richa.
GAECO E PF
Uma das operações foi desenvolvida pelo GAECO, do Ministério Público Estadual(MPE) e outra pela Polícia Federal (PF).
A coluna fez resumo do noticiado por alguns blogs de notícias políticas.
É oportuno assinalar que Celso Nascimento, do blog Contraponto, foi direto numa das marcas que mais identificaram o governo Beto Richa: a chefia da administração do Estado, em muitos momentos, sugeria ser exercida Deonilson Roldo. Ele, de simples jornalista passou a ser – em certos momentos – o governador de fato do Paraná, tal o poder que lhe delegou Beto Richa.
Deonilson granjeou uma enormidade de adversários e, ao mesmo tempo, largo trânsito em áreas empresariais suscetíveis à corrupção no fornecimento de bens e serviços à administração pública. Tal como parece ter acontecido em suas relações com a Odebrecht.
Cida Borghetti, justiça se lhe faça, cedo, nos primeiros dias de seu governo, percebeu que Deonilson não deveria continuar ocupando uma diretoria da Copel. E o demitiu quando se ampliaram os rumores das ligações nebulosas de Roldo com a Odebrecht.
Acompanhe parte do noticiário desta terça-feira, 11, em torno das duas operações policiais:
1 – BETO RICHA É PRESO EM CURITIBA
Da Gazeta do Povo
O ex-governador do Paraná e candidato ao Senado Beto Richa (PSDB) foi preso na manhã desta terça-feira (11), em sua casa, no bairro Mossunguê, em Curitiba, no âmbito da Operação Rádio Patrulha, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público do Paraná (MP-PR). A esposa dele, Fernanda Richa, também foi presa. Ambos foram alvo de mandados de prisão temporária, de cinco dias.
A prisão está relacionada a supostas fraudes no programa Patrulha do Campo. Segundo o Gaeco, a operação apura direcionamento de licitação para beneficiar empresários e o pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro no programa, entre 2012 e 2014.
O Gaeco também pediu a prisão temporária de outros três secretários de Beto Richa: Pepe Richa, ex-secretário de Infraestrutura e Logística e irmão de Beto Richa; Deonilson Roldo, ex-secretário de Comunicação Social; e Ezequias Moreira, ex-secretário de Cerimonial e Relações Exteriores.
No total, o Gaeco foi autorizado a cumprir 15 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão nas cidades de Curitiba, Londrina, Santo Antônio do Sudoeste e Nova Prata do Iguaçu.
Simultaneamente, a residência do ex-governador foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF), na deflagração da 53ª fase da Operação Lava Jato, batizada de “Piloto”. Este era o codinome atribuído a Richa na planilha de propinas do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira Odebrecht.
Policiais federais e agentes do Gaeco chegaram no apartamento de Beto e Fernanda Richa às 6h, no bairro Mossunguê. Os policiais inspecionaram os carros do casal e três advogados da família Richa chegaram a entrar no prédio.
Beto e Fernanda foram levados para o Gaeco, no bairro Ahú, onde chegaram por volta das 9h25. Os policiais também levaram malotes de documentos.
Pelo menos cinco carros do Gaeco, MPF e PF estiveram na ação.
Os policiais ainda fizeram buscas no Palácio Iguaçu. Segundo o governo, as buscas no Palácio ocorreram devido a “agendas de entrada e saída de 2014”.
Um dos mandados de busca da 53º fase da Lava Jato foi cumprido no DER-PR. Policiais federais fizeram um levantamento no sistema de acesso de pessoal do órgão, para averiguar o passo a passo de um dos investigados – o nome não foi revelado. Agentes do Gaeco também estiveram no órgão mais cedo. Funcionários do DER-PR tiveram inclusive que aguardar o cumprimento do Gaeco para poder entrar no prédio.
2 – FASE DA LAVA JATO INVESTIGA CORRUPÇÃO NO GOVERNO DO PARANÁ
Nesta terça-feira (11), também foi deflagrada a 53.ª fase da Lava Jato, que investiga corrupção no governo do Paraná.
Deonilson Roldo, chefe de Gabinete e braço direito de Richa, um de seus subordinados no governo e Jorge Atherino empresário, foram alvo de mandados de prisão da Lava Jato e serão levados para a Superintendência da PF na capital do Paraná.
Nesta fase da Lava Jato a Polícia Federal cumpre, nesta terça-feira, 36 ordens judiciais em Salvador, São Paulo, Lupionópolis (PR), Colombo (PR) e Curitiba.
O objetivo da investigação é a apuração de suposto pagamento milionário de vantagem indevida no ano de 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, em favor de agentes públicos e privados no Paraná, em contrapartida ao possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceria público-privada.
O nome da operação foi dado em referência ao apelido de Richa na planilha da empreiteira.
3 – OUTRO LADO
A defesa do ex-governador Beto Richa informa que “até agora não sabe qual a razão das ordens judiciais proferidas. A defesa ainda não teve acesso à investigação”.
A defesa de Deonilson Roldo disse que ainda não teve acesso aos detalhes da investigação encabeçada pelo Gaeco no âmbito da Paraná Patrulha do Campo, mas que sabe que o segundo mandado – da Lava Jato, sobre as irregularidades da licitação para a BR-323 – pediu prisão preventiva do ex-secretário de Richa. O advogado Roberto Brzezinski Neto disse que Roldo “está abalado” e que a prisão foi desnecessária, uma vez que Roldo já tinha se colocado à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. “O que me chama a atenção é que logo depois que a imprensa divulgou um pretenso áudio entre ele e um empresário, nós fizemos uma petição ao juiz em que ele se coloca à disposição para prestar esclarecimentos. Ele jamais foi intimado para qualquer manifestação. Me parece que a prisão dele, nesse momento, não se fazia necessária”, disse.
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4 – DEONILSON ROLDO, ALVO DE DUAS OPERAÇÕES
(Do Contraponto), blog de Celso Nascimento
O jornalista Deonilson Roldo, principal assessor e chefe de gabinete do ex-governador Beto Richa, era alvo das duas Operações deflagradas simultaneamente no Paraná nesta terça-feira: a do Gaeco, do Ministério Público Estadual, e a da Operação Lava Jato. Foi preso pela Polícia Federal.
Roldo era apontado nos dois períodos de Governo de Beto Richa como o governador de fato porque detinha o poder sobre as decisões mais importantes dentro da administração. Tanto assim que foi flagrado informando a um executivo da área de construção civil que a licitação da maior obra rodoviária do governo Beto Richa, a construção da PR 323, entre Maringá e Guaíra, avaliada em R$7 bilhões, seria “vencida” pela construtora Odebrecht.
Roldo acompanha Beto Richa desde o primeiro mandato na prefeitura de Curitiba e ocupava, simultaneamente, a secretaria de Comunicação Social e a chefia de Gabinete. Seu último emprego foi na diretoria da Copel, quando foi atingido pelas denúncias da fraude de licitação da Odebrecht.
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5 – CIDA: “CADA UM RESPONDE PELOS SEUS ATOS”
(Do Blog de Fábio Campana)
A governadora Cida Borghetti, candidata à reeleição no Paraná, falou a respeito da nova fase da operação Lava Jato. “Cada um tem que responder pelos seus atos. Eu estou tranquila, em paz, fazendo o meu trabalho. Cuidando do estado e também como candidata levando a minha mensagem à população do Paraná”.
Cida Borghetti disse ainda que assumiu o Estado, criou a Divisão de Combate à Corrupção que tem autonomia e apoio para trabalhar. “A divisão tem total autonomia para desenvolver esse trabalho, ou seja, receber as denúncias e investigar. Eu não compactuo com nenhuma forma de desvio de conduta e com a corrupção que imperou nos últimos anos no País”.
A governadora reiterou que conduz seu governo com diálogo, mas com atitude e firmeza. “Eu peço à população que nos ajude, através do disque denúncia 181 ou do 0800 41 11 13. Repito: eu não compactuo com nenhum desvio de conduta. Tenho falado sempre desde o dia que assumi o governo há quatro meses. Inclusive hoje, a Divisão de Combate à Corrupção também está fazendo uma grande operação, de empresas que fraudaram contratos licitatórios”.
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6 – MALUCELLI REAFIRMA QUE NÃO PARTICIPA DE IRREGULARIDADES
(Do blog Contraponto / Celso Nascimento)

A assessoria do empresário Joel Malucelli divulgou nota a respeito do seu envolvimento nas operações deflagradas pelo Ministério Público Estadual que investiga irregularidades no programa Patrulhas do Campo. A nota diz o seguinte:
“Joel Malucelli esclarece que as acusações são injustas, nega qualquer irregularidade e que sempre esteve à disposição das autoridades para esclarecimentos. O empresário desde 2012 se desligou das atividades e rotinas da empresa fundada por ele e se encontra na presente data em férias, fora do país, aguardando orientação de seus advogados, que ainda não foram notificados oficialmente sobre a operação. Fundamental reafirmar que a JMalucelli Equipamentos já se manifestou nesta terça-feira (11) negando, veementemente, a participação em qualquer irregularidade e informou que não firmou qualquer contrato com o Governo do Paraná relacionado às Patrulhas Rurais”.
