
A revista Veja geralmente sabe das coisas.
Geralmente, fique claro.
Pois na edição desta semana, a revista dá uma dica valiosa para o meio político. E preciosa também a todos os que querem se aproximar de Jair Bolsonaro, hoje considerado uma poule de dez (embora seus radicalismos, ou até por isso): ninguém mais chega ao capitão senão pela intermediação do advogado Gustavo Bebiano Rocha, carioca, botafoguense fanático, que por anos foi parte do escritório de Sergio Bermudez de advocacia.
NEM O FILHO
Nem o filho de Jair Bolsonaro, Eduardo, como ele também deputado federal, deixou de ser contido por Bebiano que, na verdade, parece ter a palavra final sobre o presidenciável do PSL.
No caso do filho, ele foi contido, teve de retirar um post em redes sociais no qual machucava um amigo de Bebiano. E também por obra do mesmo Bebiano – teve ainda de cancelar um encontro latino-americano de políticos conservadores.
FRANCISCHINI
Mas o “chega para lá” mais forte, diz ainda a revista Veja, foi dado por Bebiano no delegado e deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR), um dos primeiros nomes a apoiar Jair Bolsonaro, coisa dos tempos em que o presidenciável era apenas um político do baixo clero.
“Francischini foi escanteado e não participa das decisões centrais da campanha como antes”, garante Veja.
FOI CONDENADO
A abordagem da revista deixa uma brecha para ser explorada eventualmente contra Bolsonaro: assegura que Bebiano foi apresentado ao capitão por um amigo comum, o engenheiro agrônomo Carlos Favoreto, dono da Consultoria ECP Environmental Solution, hoje condenado em segunda instância por corromper fiscais do IBAMA.
