segunda-feira, 20 abril, 2026
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Barros e Serraglio: “olhos e ouvidos” de Temer no Paraná

Osmar Serraglio, Ricardo Barros e Cida Borghetti
Osmar Serraglio, Ricardo Barros e Cida Borghetti

Na prática, já dá para vislumbrar o nome de dois paranaenses que serão, de alguma forma, “olhos e ouvidos” de Temer no Paraná: Ricardo Barros, dado como certo para ocupar o Ministério da Saúde, e o deputado Osmar Serraglio (PMDB), presidente da poderosa CCJ, a comissão sem cujas decisões nada anda na Câmara dos Deputados.

O senador Roberto Requião pouca ou mínima influência terá no Governo Temer, já que, notoriamente, não tem boas relações com o novo presidente e prometeu voto para manter a presidente Dilma.

FOI ASSIM…

Ricardo Barros, na segunda-feira, quando estava estourando a crise da decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados anulando a sessão que admitira o impeachment da Dilma Rousseff, já era citado na página digital do Estadão como fato consumado para ocupar o Ministério da Saúde, no Governo Temer.

Notícia quentíssima daquela manhã. E que quente permanece.

A coluna imediatamente contatou fontes de Curitiba ligadas a Cida e Barros, que confirmaram o que o Estadão anunciara: Ricardo passara mesmo o final de semana em São Paulo, dialogando com expressivas lideranças médicas, em busca de apoio para sua postulação.

Foi bem-sucedido nos encontros na pauliceia. Ou no paulistério, como queiram. Ricardo Barros, se consumada – como tudo indica se consumará sua indicação à Saúde – como uma das mais fortes lideranças políticas nacionais, um nome ímpar no PP.

Ele é o articulador por excelência, e sempre apareceu na listagem avaliadora do DIAP como um dos líderes mais expressivos do Congresso Nacional.

E agora, sem dificuldades, consolida-se mais ainda no âmbito estadual.

O grupo que ele lidera, a começar pela família, com Cida Borghetti, a filha Maria Victoria e o irmão Silvio Barros II, está envolvido com o presente da política paranaense, mas sobretudo voltado ao futuro. O governo do Paraná é um dos alvos da família.

Sua mulher, a vice-governadora Cida Borghetti, amplia horizontes, preparando as bases para uma boa sucessão de Beto Richa, em 2018, e fortalece-se igualmente no Estado todo para a campanha do Governo naquele ano.

A filha do casal, Maria Victoria, segue segura nas pisadas dos pais, embora, reconheça-se, ela precedeu Ricardo na adesão ao “fora Dilma”; e o irmão de Ricardo, Silvio Barros II, secretário estadual de Planejamento, tem tudo para conquistar mais uma vez a Prefeitura de Maringá onde, reconheça-se, os Barros implantaram um bom modelo de administração municipal singularmente bem-sucedido, com rigores fiscais exemplares e planejamento idem. Os planos daquela cidade estão até voltados já para os anos 2030…

QUEM COMANDARÁ?

Se Barros já pode ser considerado uma voz de Temer no Paraná, mesmo antes de assumir a Saúde, não é difícil concluir, por outro lado, qual o nome do PMDB que será “oficiosamente” o referencial dos interesses da administração Temer no Estado.

E a conclusão a que cheguei veio em grande apoiada pela palavra abalizada de uma velha raposa política tucana, de acatamento nacional, que me disse: “Será o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Osmar Serraglio.”

Serraglio é considerado homem austero, politicamente sério e moralmente aceitável pelos mais exigentes padrões de avaliação política. Como articulador político está quase no mesmo patamar de Ricardo Barros. Mas não tem a abrangência de ação que caracteriza Ricardo, um operador político por excelência, de pontaria que não costuma falhar.

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