Escola de Dança Teatro Guaíra apresenta espetáculo especial com mais de 100 alunos no palco. Orquestra Sinfônica do Paraná faz concerto com obras brasileiras e norte-americanas
Mônica Rischbieter – explica pilares
AMÉRICA TROPICAL
No próximo domingo, 24/11, a Orquestra Sinfônica do Paraná apresenta um concerto com obras brasileiras e norte-americanas. O espetáculo será às 10h30, no Guairão. O programa de concerto terá regência do maestro convidado Sílvio Viegas, da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. O maestro Viegas já trabalhou com grandes orquestras nacionais e internacionais. Ele também foi convidado da OSP durante a Temporada 2018, quando apresentou o concerto Místico.
As três obras que compõem o concerto de domingo têm uma característica em comum: o tom nacionalista. Appalachian Springs, de Aaron Coppeland, é uma suíte orquestral inspirada em um balé de mesmo nome, apresentado pela primeira vez na Biblioteca do Congresso Americano. A música tem traços do folclore dos Estados Unidos e é considerada pelos norte-americanos como um retrato musical do país.
Já Sinfonia Tropical, de Francisco Mignone, traz elementos do folclore brasileiro para a música. Composta durante a fase nacionalista de seu autor, a obra trabalha com as cores da orquestra em uma alusão a diversidade de cores que representa o Brasil.
Por fim, já clássico da música orquestral nacional, Bacchianas Brasileiras nº 7, de Heitor Villa-Lobos. Nessa música, o compositor se inspirou nos ritmos nordestinos, trazendo o espírito do seresteiro e das rodas de viola para a orquestra.
JOÃO E MARIA
Entre os dias 22 e 24 de novembro a Escola de Dança Teatro Guaíra apresenta o espetáculo João e Maria, sexta e sábado, às 20h30 e domingo às 18h. A montagem é baseada em um conto de fadas da cultura popular alemã e levará para o palco do Guairão 110 alunos da EDTG. Haverá ainda duas apresentações especiais para a rede pública de ensino.
PROJETO PEDAGÓGICO
A diretora-presidente do Teatro Guaíra, Monica Rischbieter, afirma que o projeto pedagógico da escola tem dois pilares: a formação técnica e o foco cidadão. “Essas apresentações são justamente um momento de troca: os alunos podem mostrar o que aprenderam e vivenciar uma experiência profissional. Ao mesmo tempo, retribuem para a sociedade o investimento público que a escola recebe. É a união entre a cultura e cidadania, por isso é sempre um momento especial para nós”, finaliza.