
Pandemia gerou atrasos; e governo federal agora vai investir em aeroportos privados, como o Afonso Pena, em busca do “tempo perdido”
Quando foi feito o leilão do aeroporto Afonso Pena na Bolsa de Valores de São Paulo, em abril deste ano, a expectativa era que no segundo semestre a CCR Aeroportos já pudesse administrar o aeroporto. No entanto, a demora no processo, em parte decorrente da pandemia do Covid, está obrigando o governo federal a investir R$ 4 milhões em uma série de aeroportos privados, entre eles o Afonso Pena.
Dois editais, lançados agora em agosto, mostram que o processo de concluir o repasse do Afonso Pena ao grupo CCR deve demorar. As licitações são para melhoria do asfalto das pistas de decolagem e da sinalização delas. E a estimativa do pregão eletrônico é que as obras só iniciem em outubro com conclusão em dezembro, o que indica que não haverá a transferência da gestão até o fim do ano.

Segundo fontes do Ministério da Infraestrutura, há demora tanto da parte da CCR como do governo federal. O valor da outorga ainda não foi pago pela empresa, por atraso na burocracia. Falta ao governo federal desembaraçar diversas etapas antes que a gestão privada assuma o áfonos Pena. A demora também prejudica outros aeroportos arrematados pelo Grupo CCR em abril, como o aeroporto de Londrina e o de Foz do Iguaçu.
A CCR ganhou a licitação federal de todo o bloco sul, que totalizam 15 aeroportos. Atualmente ela já administra o aeroporto de Belo Horizonte. O grupo CCR estima investir mais de R$ 500 milhões em melhorias no Afonso Pena ao longo dos 30 anos de concessão. Entre as melhorias previstas está a construção da terceira pista, que é uma antiga reivindicação do setor produtivo paranaense. A estimativa dentro da CCR e também no Ministério é que a gestão inicie em 2022 e esta transfer6encia será usada pela gestão do presidente Jair Bolsonaro para mostrar que ele avançou nas privatizações e modernizou o setor aéreo brasileiro.

