
Era para acontecer na semana passada. Uma decisão ilegal da Federação Paranaense de Futebol (FPF), no entanto, fez com que os 20 mil torcedores que lotavam a Arena da Baixada para assistir o primeiro clássico do ano entre Atlético e Coritiba tivessem que voltar para casa.
Tudo porque a FPF entendeu, e ninguém mais entendeu assim, que os profissionais que estavam em campo para cuidar da transmissão da partida para a internet, não estavam credenciados.
MARCO
Seria a primeira partida de futebol transmitida pelo Youtube, o que por si só é um marco para o esporte ao vivo, mas os cartolas trabalharam contra. Ontem (1º) o Atletiba, enfim, se realizou. Ao vivo, em cores, pela internet.
COTA PELA METADE
Há uma questão financeira como pano de fundo. Atlético e Coritiba só recorreram ao Youtube porque a cota que lhes foi oferecida pela Globo para a transmissão dos jogos do Paranaense foi considerada insatisfatória. O montante de R$ 2 milhões representava metade do que foi oferecido no ano anterior.
PROJETO INTERNET
Se havia um projeto anterior de conquistar uma nova audiência a partir da transmissão pela internet, ele se concretizou, ainda que às pressas.
Ao custo de R$ 55 mil, uma bagatela, contratou-se uma produtora especializada em gravar eventos esportivos que espalhou nove câmeras pela Arena, duas equipadas com gruas, e convocou uma equipe de repórteres de campo, narrador e comentarista. Pronto.
Contudo, a Federação Paranaense de Futebol, do alto de uma autoridade que não tem, proibiu a realização da partida. A Lei Pelé diz, em seu artigo 42, que o direito de arena (ou seja, os direitos de imagem de qualquer jogo) pertence às entidades de prática desportiva. Aos clubes, portanto, e não às federações.
NOVA AUDIÊNCIA
Com o caso esclarecido, o ineditismo do Atletiba se confirma. É o primeiro passo para um novo modo de ver o futebol, porque disponível em qualquer plataforma, e também uma nova estratégia para conquistar uma audiência tão esmagadora quanto os milhões de visualizações que o Youtube e o Facebook atraem.
