
Ontem, roda de amigos do histórico governador Jayme Canet Jr lembrava, em bate papo num gabinete de deputado, os anos 1970, quando o empresário dirigiu o Paraná e fez história.
Teve o mérito, todos concordam, de adotar mentalidade empresarial na gestão da administração pública. Era o que se poderia classificar de “morrinha”, tratava do dinheiro público, mesmo das pequenas importâncias, como se fosse seu próprio dinheiro. Até por isso, por essa “sovinice” – “o dinheiro é curto, tem de ser colocado em ações produtivas”, dizia -, é até hoje lembrado. Assim como pelos grandes gestos, como a implantação de 5 mil quilômetros de rodovias vicinais, as chamadas “cascas de ovo”, que até hoje garantem, bem, o escoamento da produção agrícola do Paraná.
FOLCLÓRICO
Também o folclórico dos pequenos gestos de Canet no exercício de um mandato austero ficou na memória dos ex-auxiliares. Como quando, ao prover recursos públicos para a participação de uma delegação hípica paranaense que se apresentaria fora do Estado, foi examinando uma grande lista de esportistas que iriam ao evento.
Com paciência e objetividade, foi selecionando os nomes que ganhariam ou não passagens e estadias pagas pelo Governo:
– Este aqui é rico, não precisa de apoio; este precisa, terá passagem e diárias; este aqui é remediado, apenas diárias…
Com tais critérios, e com o olho de quem conhecia muito bem a sociedade paranaense, Canet foi dando exemplo de cuidados especiais no trato do dinheiro público. A partir das pequenas despesas e investimentos menores.
