
Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros/Banda B
Mesmo com a aprovação do “pacotaço”, os servidores municipais de Curitiba decidiram encerrar a greve da categoria no começo da tarde terça-feira (27). Na semana passada, a paralisação foi suspensa com o adiamento da sessão que votaria os quatro projetos do Plano de Recuperação Fiscal da Prefeitura de Curitiba, mobilização que foi retomada na segunda-feira (26). A assembleia de hoje aconteceu após uma passeada pela Avenida Cândido de Abreu.
Na Ópera de Arame, pela manhã, foram confirmadas as aprovações da alteração da previdência dos servidores municipais, o adiamento de 31 de março para 31 de outubro da data-base e a suspensão temporária das carreiras do funcionalismo, a autorização do leilão de dívidas contraídas até 2016, e a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Município. Os vereadores também já aprovaram, em 1º turno, um quinto projeto do plano: o que revisa a meta fiscal, atualizando a dívida do município para R$ 2,1 bilhões. A matéria altera o valor estimado pela gestão anterior da Prefeitura de Curitiba, que era de menos R$ 303,2 milhões, para R$ 2,194 bilhões negativos.
A coordenadora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sismuc), Irene Rodrigues, explicou que é o fim da greve, mas que a mobilização continua. “Amanhã, (quarta – 28) estaremos na Câmara Municipal para pressionar os vereadores e, na sexta, com uma agenda contra a Reforma da Previdência. Em cada lugar, onde o prefeito ou os vereadores estiverem, os servidores também vão estar, para dizer que o Greca é mentiroso e os vereadores são cúmplices. Durante todo o tempo, ele disse que emendas seriam analisadas e nenhuma da oposição foi aprovada, confirmando a mentira dele”, disse.
Wagner Argenton, do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), a luta começou quando foram aprovados em concurso público. “Um dia eles vão merecer as grades corretas a qual deveriam estar. Diferente dos amigos do prefeito, o qual o programa não atinge, ele preferiu tirar direito dos servidores públicos que está em lei. Temos certeza sobre o que estamos lutando”, comentou.
