quarta-feira, 13 maio, 2026
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ANTES “AZARÃO”, A VICE TEM ALIANÇA CONSIDERADA IMBATÍVEL

Roberto Requião: na encruzilhada; Fernanda Richa: prefeitura?
Roberto Requião: na encruzilhada; Fernanda Richa: prefeitura?

Há duas semanas, a decisão de Beto Richa de renunciar ao governo para disputar o Senado figura no panteão de notícias velhas. Se ele, por pura e cristalina formalidade resolveu anunciar ao seu secretariado e, principalmente, ao líder do governo na Assembleia, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), careca de saber, é coisa lá de seu íntimo.

DEIXOU NO CHINELO

A novidade é Cida Borghetti. Ela mesma considerada um azarão e quase escondida nas pesquisas de intenção de voto, surge agora cercada de um sem número de partidos e com tempo de TV maiúsculo, que a distancia de favoritos de véspera.

O DONO DO PARTIDO

Osmar Dias (PDT), estreladíssimo até esbarrar nele mesmo e na convicção de que, para ser candidato, é preciso ser “dono do partido”, não vive poucas dificuldades em sua campanha. A última tentativa de transferir-se para outro partido e fugir da sombra de Ciro Gomes, por si só autoanulável, chocou-se com o PSB, do mesmo Romanelli.

REFREADOS

Ratinho Jr. (PSD) agora é a bola da vez. O apelido no diminutivo, tal como o pai apresentador, acrescido do Junior, provoca rejeição no curitibano nas pesquisas qualitativas. Ao que parece o tempo do deputado federal campeão de votos já passou. A última tentativa bateu no muro, a 100 metros da chegada, na eleição à prefeitura de Curitiba, em 2012.

Não se vê agora um bólido potente para ganhar corridas, mas para pegar carona em chapas vencedoras.

A SOMBRA DE BARROS

Restou Cida Borghetti, rodeada de uma grande coligação, que vai do PSDB ao PR, com afagos aqui e ali na centro-esquerda e centro-direita. A vice-governadora, que assume o governo em 7 de abril próximo, terá cinco meses para provar que pode administrar o estado longe da sombra do marido Ricardo Barros, o grande articulador de sua campanha.

OS RICHA NA PARADA

Do lado de Richa, há um terreno sendo preparado. Pré-candidato ao Senado, ele viabiliza também as pretensões do séquito familiar. Pepe Richa, o irmão, e Marcello Richa, disputarão a Câmara Federal e Assembleia Legislativa, respectivamente. Mas Beto quer mais: sedimenta também a candidatura da mulher, Fernanda Richa, à prefeitura de Curitiba, segundo voz corrente em fontes tucanas e aliadas. “Claro que os Richa não confirmam o projeto”, diz um deputado de sua base.

A SOLUÇÃO KAMIKAZE

O Coringa nesse jogo não é a esquerda, mas o senhor das armas Roberto Requião.

Com um cenário de tão parcas chances para que ele seja reconduzido ao Senado deve lhe restar a “solução kamikaze” da disputa ao governo pelo novo MDB de guerra. É nessa toada de explicações bolivarianas, de discursos estatizantes, de estradas da liberdade a dar lugar às rodovias pedagiadas e de slogans sempre originais (“Ou baixa ou acaba”) que ele talvez pretenda seduzir a população paranaense de que um quarto mandato de governador talvez não lhe caia mal.

Só falta combinar com os russos e, claro, com Romanelli, careca de saber, até pelo histórico de líder do governo também de Requião, que desse mato não sai coelho.

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