
Essa é hoje a posição dominante no Diretório estadual do Partido, surpreendido pela saída de Cesar Silvestri – “ pois fomos informados pelos jornais de seu acordo com Doria”
Dia 25, terça-feira próxima, poderá mudar tudo o que se vê hoje no Podemos do Paraná, quando a presidente nacional da sigla, deputada Renata Abreu, estará em Curitiba para um grande encontro com os três senadores do partido e lideranças locais, para obrigatório exame do papel que a legenda terá nas eleições de 2022 no Estado. Do encontro deve sair o nome do novo presidente do partido no Estado, admite-se.
Esta opinião sobre grandes novidades que se avizinham no Podemos não resulta de manifestação isolada de observadores. É parte de um quieto, mas consistente movimento brotado horas atrás, dentro do partido no Estado, ainda “chocado” com a saída surpreendente do antigo presidente, Cesar Silvestri:
– Fomos surpreendidos de todo, pela trama de Silvestri com o governador Doria, que o levou ao PSDB para concorrer ao governo do Paraná, explica uma liderança do Podemos da Região Metropolitana de Curitiba,
para quem só haveria uma solução para estabelecer o novo comando definitivo do partido no Estado:
– O nome é o de Alvaro Dias, que tem história, honradez, uma liderança incontestável, capaz de equilibrar as forças partidárias.
Esta é a grande torcida interna no Podemos.

Para observadores do partido, se Alvaro fosse candidato a deputado estadual e federal, haveria sim impeditivo para exercer a presidência do Podemos. Mas ele continua firme na sua postulação “e confiante que o governador Ratinho Junior mantenha o acordo de apoiar sua candidatura ao Senado.”

ARNS À DISPOSIÇÃO
Flávio Arns, que em pesquisas internas do partido estaria pontuando “muito bem” com vistas a eventual candidatura ao Governo, não trata do tema. Para alguns correligionários mais próximos, Arns admite que não foge de palanque partidário, “se necessário”.
Entenda-se, então a força dessa definição partida de um homem público que está acostumado a faturar eleições pelas bordas: no primeiro mandato de senador, derrotou Paulo Pimentel; e na eleição de 2018, derrotou Roberto Requião e Beto Richa. Até por isso, há muita força nessa sua disposição de ficar “às ordens, se necessário”.
