
Em entrevista ao projeto “Encontros do Araguaia”, do qual este colunista é o organizador, o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) descartou qualquer possibilidade de vir a ser candidato ao governo do Paraná. Alegou questões familiares: os filhos, principalmente Alvaro Jr., vetaram qualquer possibilidade do pai vir a ser candidato no Paraná, dado o desgaste que isso lhes custaria. “Quer ser candidato a presidente? Tudo bem. Se perder, você termina o mandato no Senado e depois vem para casa e escreve um livro”, disse-lhe o filho.
A filha, Carolina, lembrou-lhe da imagem negativa dos políticos, ainda que Alvaro seja benquisto pelo eleitor paranaense, e lembrou-lhe que não queria que o filho dela, neto do senador, fosse alvo de bullying na escola. É uma preocupação real e, até certo ponto, compreensível.
A pesquisa Datacenso divulgada recentemente circunda essa questão. Será que Alvaro vai mesmo disputar a presidência ou ele teria um plano B, que inclui a disputa ao governo do estado?
Para Joel Malucelli, presidente do Podemos no Paraná (leia entrevista nesta edição), Alvaro é “inarredável” em sua candidatura a presidente.
PRIMEIRO LUGAR
A sondagem não deixa dúvida. O senador aparece disparado em primeiro lugar com 38% das intenções de voto, seguido de Roberto Requião (PMDB), com 8%, e Ratinho Jr. (PSD), 7%.
O irmão de Alvaro, Osmar Dias (PDT), que pode transferir-se para o Podemos, aparece com 6,7%; a petista Gleisi Hoffmann, com 2,9% e a vice-governadora Cida Borghetti (PP), com 1,8%.
OSMAR AO SENADO
A mais de um ano da eleição ao governo, toda pesquisa de intenção de voto parece prematura. E é. Mas serve como indicativo do que vem por aí. Há especulações de que, caso não consiga viabilizar sua candidatura à presidência, Alvaro componha uma chapa em que ele seria o candidato ao governo e o irmão, Osmar, concorreria ao Senado (são duas vagas em disputa).
Pessoalmente, meu “feeling” é de que os irmãos Dias jogarão sempre juntos. E que, assim sendo, falarão a mesma linguagem.
OUTROS QUINHENTOS
A questão é tão mais crucial porque, se eleito, Alvaro Dias imporia uma derrota aos grupos que governaram o Paraná nos últimos anos, a saber: PMDB e PSDB.
O grande desafio para Alvaro Dias na disputa à presidência é São Paulo.
Caso consiga ganhar a simpatia do eleitor paulista nos próximos anos, as suas chances deixam de ser remotas e ganham competitividade. Mas ele não disputará só para fazer número. Isso é ponto pacífico. E, nesse caso, pode voltar-se para seu próprio estado. Serão outros quinhentos.
