quinta-feira, 7 maio, 2026
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ALVARO DIAS DIZ QUE O PAÍS JÁ VIVE O “PÓS-TEMER”

Alvaro Dias: o pós-Temer
Alvaro Dias: o pós-Temer

Para o senador Alvaro Dias, do Podemos do PR, não resta mais dúvida. O país já vive a expectativa do “pós-Temer”. A Câmara dos Deputados deverá acatar a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o processo tornará insustentável a manutenção de Michel Temer no cargo. O próximo capítulo ainda é nebuloso, mas é possível trabalhar a hipótese de que Rodrigo Maia deva assumir um mandato-tampão até as eleições de 2018. “Não haveria tempo para aprovar a mudança na Constituição e não haveria sentido em realizar duas eleições em 2018, como provavelmente aconteceria neste caso”.

FATOS NOVOS

Há outro motivo também. A Câmara dos Deputados tem interesse na eleição de Rodrigo Maia. “Não vamos alimentar ilusões”, diz Alvaro. O senador paranaense vê três fatos novos que podem precipitar a queda de Temer: a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, amigo pessoal do presidente, e as delações do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e do doleiro Lucio Funaro. Além disso, há claros sinais de que o PSDB, um dos partidos de sustentação de Temer, deve desembarcar do governo nesta semana.

Mesmo com a tentativa de Michel Temer de reunir-se com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cacique do PSDB, que já defendeu uma saída honrosa do peemedebista, ou seja, sua renúncia, a reversão do quadro torna-se a cada dia mais complicada.

Geddel Vieira Lima: grande amigo na cadeia
Geddel Vieira Lima: grande amigo na cadeia

SALVE-SE QUEM PUDER

Alvaro diz que o comportamento de manada já é visível na Câmara. Os políticos estão correndo para se salvar. “Há uma conspiração na Câmara. Já estão dividindo o poder. Nos últimos dias a situação do presidente se agravou de tal forma que dificilmente a Câmara não vai aceitar a denúncia da Procuradoria Geral da República”, afirma.

TEMPO PERDIDO

Para o senador, o grande erro do Congresso Nacional foi restringir o impeachment apenas a Dilma e não à chapa composta por Dilma e Temer. “A maior parte dos políticos estava mais interessada em dividir o bolo do governo Temer do que em procurar soluções para o país. Perdemos tempo.”

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