
Ainda cabe à imprensa, no mundo e no Brasil, aprofundar temas que estão na ordem do dia, mas que são mostrados sem exame crítico necessário, pela televisão, rádio e web.
Pois é aos jornais – repito – e às boas agências de notícias a quem cabe analisar, por exemplo, as raízes de males como o racismo e o neonazismo que se alastra nos Estados Unidos.
Um dos grupos supremacistas arianos concentra todo o ódio nos negros judeus e lésbicas.
SUPREMACIA BRANCA
O Estadão deste dia 17 foi além do esperado, no analisar a questão dos últimos embates promovidos pela odiosa “supremacia branca”.
Mostrou um a um os homens que atuam nessa direita racista e belicosa dos Estados Unidos.
Surpreendente: a maioria das lideranças dessa chamada “alt-right” é composta de homens moços com muito boa qualificação acadêmica.
E falam de Deus nominando-o de Imperador.
O “BIBLE BELT”
O material jornalístico do Estadão mostrou ainda com precisão os estados norte-americanos que concentram os maiores e os menores números de associações neonazistas, grupos da chamada supremacia branca.
Um olhar, mesmo que rápido, sobre o mapa dessa doença, surpreendeu-me, por indica que não são estados componentes do chamado “Bible Belt”, o cinturão bíblico, com a maioria de cidadãos enquadrável na categoria “wasp” (white, anglosaxan protestant) que acolhem maior número de instituições racistas da “alt right”.
NEBRASKA E KENTUCKY
Conheço relativamente bem dois desses estados – Nebraska e Kentucky. São basicamente parte do ‘cinturão’, no entanto, têm nada de instituições neonazistas. Elas estão, isso sim, maciçamente presentes na Califórnia, Florida e Texas. Curiosamente (?) estados por onde entram muitos imigrantes ilegais originários da América Latina e México.
