
Unidade pertence à Petrobrás; garantidos 99,5% de pureza do oxigênio
Enquanto a maior parte dos estados, inclusive o Paraná, sofre com a queda nos estoques de oxigênio líquido para tratar os pacientes da Covid-19, uma fábrica, que fica em Araucária na Região Metropolitana de Curitiba, poderia abastecer parte da demanda dos hospitais, está fechada.
Diante disto, o deputado estadual Tadeu Veneri (PT) requisitou laudos técnicos e reuniu, em uma audiência pública remota, na sexta-feira (26), lideranças sindicais, Ministério Público do Trabalho e deputados estaduais e federais para apresentar os resultados e debater a possibilidade de reabertura da Araucária Nitrogenados S.A.

DA PETROBRÁS
A empresa pertence à Petrobras, e está desativada desde o ano passado. “A produção da fábrica de fertilizantes pode ser modificada para a produção de oxigênio hospitalar. Basta vontade política e algumas adequações técnicas”, afirmou o parlamentar. Ele iniciou o debate lendo uma carta de esclarecimento da Petrobras.
Em resumo, a direção da estatal alegou que “a fábrica nunca atuou na produção de oxigênio hospitalar. Somente uma alteração na planta industrial e aquisição de insumos resolveria, mas demandaria tempo e um alto custo”.
Porém, uma equipe formada por especialistas atestou que, a partir de alterações técnicas a produção é viável e poderia ser feita em até dois meses, em média, com capacidade de produzir até 30 mil metros cúbicos de oxigênio hospitalar por hora.

FAZER AJUSTES
Na apresentação do trabalho, José Carlos dos Santos, presidente do Sindicato dos Profissionais da Química do Estado do Paraná (Siquim/PR) explicou que para a transformação de oxigênio gasoso em líquido, será necessário ajustar ou adquirir novos equipamentos para aumentar a pressão, que no estado gasoso é de 0,7% atm para 200 atm. “Mas, sim, é possível. Não consideramos os custos, mas fizemos o laudo pensando somente na questão humanitária”, justificou.
PUREZA DE 99,5%
A boa notícia para a viabilidade técnica, indicou o laudo, é a qualidade do oxigênio, com pureza de 99,5%, ou seja, a composição do projeto está adequada à produção de oxigênio hospitalar. A quantidade estimada, de acordo com os cálculos, é de uma média de 39 toneladas por dia; o que representa 3.750 cilindros de 8 metros cúbicos.
