
Edson Gradia, que tenho citado como dos mais fiéis e confiáveis guardadores da memória de Alvaro Dias, não tem dúvida em classificar que o rádio foi o ponto de partida para a revelação política de AD. O rádio e as lides da política estudantil, com Alvaro como aluno de História na antiga Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Maringá.
– Alvaro era, de início, tímido, muito tímido. Nele morava o rapaz que, embora de família rica, tinha ainda traços muito fortes do interiorano simples. Ele deslanchou ao trabalhar em radionovela, interpretando diversos papéis e sendo obrigado a passar para o ouvinte emoções de todo o tipo. E também adaptando textos da literatura mundial, além de ser autor de outros escritos para radionovelas.
MENINO RICO E SIMPLES
Sabe-se que seu Silvino, o pai do grande clã em que sobressaem Alvaro e Osmar Dias, foi uma espécie de “rei Midas”. Tudo em que tocava, virara lucro, especialmente no investimento em terras dentro de Maringá nos anos 1930, e por todo o Norte.
Mesmo assim, sempre foi notória a austeridade de Silvino no administrar sua fortuna que, anos depois, dividiria em vida com os vários filhos.
MESADA PROMETIDA
Alvaro, ao mudar-se para Maringá para estudar, deveria receber uma mesada do pai. Dispensou-a. Logo começou a ganhar na rádio, dinheiro suficiente para a subsistência.
– Todos pensavam que ele era um jovem de modestos recursos. Não ostentava. O conceito mudou foi quando ele teve de expor seu imposto de renda, por qualquer motivo, na faculdade, recorda Gradia.
