quinta-feira, 30 julho, 2026
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AGU ASSEGURA CONDENAÇÃO DE AGROPECUÁRIA A RECUPERAR FLORESTA  NO INTERIOR DO MATO GROSSO 

22,5 hectares desmatados sem autorização legal deverão ser recuperados

A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve, na justiça, a condenação de empresa agropecuária à recuperação de 22,5 hectares de uma floresta nativa desmatada sem autorização legal. A ação foi movida por uma empresa que questionou autuação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A companhia solicitou a suspensão do termo de embargo emitido pela autarquia, alegando ter recebido auto de infração por realizar abertura de acesso em área de sua propriedade, em Paranatinga (MT). Segundo a empresa, além de prejuízos econômicos sofridos com o embargo da área, o Ibama estaria demorando a julgar a defesa administrativa.

VEGETAÇÃO NATIVA

Mas a AGU defendeu a regularidade dos atos do Instituto. Ao contestar a ação, a Advocacia-Geral disse que os donos da área degradaram vegetação nativa sem a prévia autorização da autarquia ambiental, além de não possuir licença para o exercício de atividade agropecuária. A AGU demonstrou que a autuação do Ibama ocorreu somente depois que a autoria e a materialidade da infração foram demonstradas.

ÁREA DEGRADADA A Justiça Federal do Mato Grosso determinou a recuperação da área, obrigando a empresa a apresentar o Plano de Recuperação de Área Degradada, sob pena de multa diária de R$ 100 por hectare. Os responsáveis pelo dano ambiental deverão ainda apresentar laudo semestral ao juízo, elaborado por técnico habilitado e submetido à aprovação de órgão ambiental competente, para demonstrar o cumprimento da reparação.

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