
Relatório aponta que o crescimento real da folha de pagamento de inativos (7% ao ano) e ativos (5% a.a.) superou o crescimento da receita líquida do Estado (4,4% a.a.) num recorte entre 2007 e 2018. Evolução fez com que o salário no setor público ficasse 35% maior do que na iniciativa privada.
Um relatório do Banco Mundial encaminhado ao Governo do Paraná nesta semana aponta que o crescimento real da folha de pagamento de inativos (7% ao ano) e ativos (5% a.a.) superou o desempenho da receita líquida do Estado (4,4% a.a.).
O estudo avaliou dados de 2007 a 2018 e destaca que o aumento da despesa com pessoal decorreu sobretudo de reajustes salariais superiores à inflação. Este processo resultou em uma diferença entre o que é pago no setor público e no privado na casa de 35%, quando avaliadas as mesmas atribuições.
Como resultado deste processo, o Estado ultrapassou o limite de 60% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para gastos com pessoal em relação a Receita Corrente Líquida (RCL) ao longo dos últimos anos. Em 2017, esse indicador totalizou 61,1%, conforme o relatório do Banco Mundial, mesmo com a desaceleração no crescimento da despesa com a folha a partir de 2014.
