
Quem imagina ser pequena a produção literária dos acadêmicos da Academia Paranaense de Letras está enganado. Nesta segunda-feira, 17, por exemplo, o presidente da APL, Ernani Buchmann, enquanto liderava negociações para projetos como o da construção da futura sede própria da Academia, respondia a alguns críticos:
– A Academia Paranaense de Letras não é hoje apenas um centro que aglutina gente de expressão e importância literárias. Mas sobretudo, o que é muito bom, vai se espraiando pela sociedade abrangente, ao aglutinar notáveis da vida paranaense, como Oriovisto Guimarães, Rafael Greca de Macedo, Flávio Arns, Darci Piana, Ricardo Pasquini. São nomes que o Paraná identifica entre seus filhos maiores, em que se incluem René Dotti, Eduardo Virmond, um universo que igualmente incluiu nosso imortal Belmiro Castor (in memoriam).
Em seguida, acrescentou:
– Essa nova realidade não distancia a APL da produção literária. Pelo contrário. Observe-se que apenas neste abril tivemos lançamentos de livros muito significativos da estante paranaense: “A Verve e o Verbo”, reunião de Crônicas, ensaios e entrevistas de Luiz Geraldo Mazza;” Algumas Lembranças”, do acadêmico Clemente Ivo Juliatto, ex-reitor da PUCPR, com rememorações sobre a história dessa universidade; “Ensaios Escolhidos”, de João Manuel Simões, exuberante exibição do olhar aguçado do escritor e acadêmico; “O Segredo Passarinhos”, de Paulo Venturelli.
BENEMÉRITOS
Ao mesmo tempo, Ernani anunciava ontem a este espaço a concessão de títulos de membros Beneméritos da APL ao escritor e desembargador Luiz Renato Pedroso, e ao administrador Caíque Ferrante. A Biblioteca Norton Macedo passou a compor o acervo da Academia graças a Caíque, executor do testamento de Norton.
Este espaço registra ainda a oportuna decisão da APL de conceder o título de Membro Honorário a três nomes que tiveram particular significado na cultura paranaense no século passado: Ennio Marques Ferreira, dono de uma obra nunca corretamente destacada, no âmbito da gestão de atividades culturais estatais. E com destaque pela correção com que valorizou especialmente as artes plásticas locais e nacionais; Henriqueta Penido Garcez Duarte, professora aposentada da Escola de Música e Belas Artes (EMBAP) e concertista; Orlando Soares Carbonar, embaixador aposentado, literato, ensaísta.
