sexta-feira, 14 agosto, 2026
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A volta da CPI da vacinação

Ministra Carmen Lúcia

A CPI da Covid retoma os trabalhos na manhã desta terça-feira, 3, com o depoimento de Amilton Gomes de Paula, reverendo e titular da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários. A comissão investiga o papel do religioso na negociação entre o Ministério da Saúde e a Davati Medical Supply por 400 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca.

Amilton chegará ao colegiado com o direito de permanecer em silêncio quando indagado sobre fatos que possam levá-lo à autoincriminação, conforme decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux. O ministro, porém, frisou que o reverendo terá de falar sobre questões que digam respeito a terceiros.

De acordo com as investigações, o reverendo teria aberto as portas do Ministério da Saúde para o representante comercial da Davati e policial militar, Luiz Paulo Dominguetti. Mensagens em posse da CPI indicam ainda que o vendedor de vacinas esperava chegar à Presidência da República por meio do reverendo, conforme noticiou O Antagonista.

2- TSE pede ao STF para investigar Bolsonaro por fake news

Na mais dura reação aos ataques do presidente da República ao sistema de apuração de votos, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu na noite desta segunda-feira, 2, pedir ao Supremo Tribunal Federal a inclusão de Jair Bolsonaro na lista de alvos do inquérito que apura a difusão de notícias falsas e ataques a ministros, em trâmite sob a relatoria de Alexandre de Moraes.

A Suprema Corte será acionada depois de reiterados ataques do presidente às urnas eletrônicas e da difusão de teorias conspiratórias acerca da ocorrência de fraude nas eleições, sem a apresentação de quaisquer provas. O plenário ainda chancelou a abertura de um inquérito administrativo interno para apurar o caso — a proposta nesta esfera partiu do Corregedor-Geral Eleitoral, Luís Felipe Salomão, e não da Procuradoria-Geral Eleitoral, como de praxe.

3 – Indicado por Bolsonaro poderá julgar 01

Uma dança das cadeiras no Supremo Tribunal Federal abriu espaço para que mais um ministro aliado do presidente Jair Bolsonaro participe do julgamento do recurso em que o Ministério Público do Estado do Rio contesta o foro privilegiado do senador Flávio Bolsonaro no caso do “rachid”. A ministra Cármen Lúcia será transferida para a Primeira Turma da corte, onde ocupará a vaga aberta graças à aposentadoria de Marco Aurélio Mello.

A movimentação deixará livre uma cadeira na Segunda Turma, colegiado responsável por casos graúdos como os vinculados à Lava Jato e o recurso de Flávio. O posto será assumido por um nome indicado por Bolsonaro. O presidente da República designou à corte André Mendonça, atual advogado-geral da União, mas a nomeação depende do aval da Comissão de Constituição e Justiça do Senado e do plenário da casa.

(Revista Crusoé)

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