sexta-feira, 1 maio, 2026
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Relativismo e imobilismo

O relativismo aplicado ao estudo do Tribunal de Contas do Paraná, em que se propõe a extinção de 96 dos 399 municípios do estado, peca em sua origem. Críticos querem crer que as cidades com menos de 5 mil habitantes custam menos que a estrutura administrativa do tribunal e que, por isso, não haveria razão moral para extingui-los. Ora, por esse raciocínio estaríamos feitos. Basta contabilizar os custos da Justiça Federal, do Tribunal de Justiça ou do Ministério Público. Se tal raciocínio for levado adiante, estaremos condenados ao poço largo e profundo do imobilismo. A proposta do TC é factível e ainda ensejará largo debate. As mazelas da máquina inchada certamente virão à baila. Mas tudo a seu tempo.

ESPELHINHO

Sete mil celulares encontrados no interior de 33 presídios paranaenses, só no ano passado, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná. Se há uma técnica, entre tantas, para evitar o descontrole e a entrada de celulares, drogas e armas na cadeia, ela passa pelas modestas delegacias da Grande Curitiba. Nelas, são aplicadas a revista íntima, com o auxílio de uma ferramenta simples e eficaz: o espelhinho.

SINAL RUIM

A ironia é que o sinal de celular de algumas operadoras, que revela-se precário em regiões centrais da capital paranaense, funciona perfeitamente no entorno das penitenciárias. O canal de humor Porta dos Fundos, na internet, faz sátira mostrando um filho, preocupadíssimo, tentando falar ao celular com sua mãe sem lograr êxito.

SINAL BOM

Só depois de um longo périplo pela cidade, ele consegue enfim ouvir a voz da mãe do outro lado. Ao fundo, a imagem mostra os muros de uma penitenciária.

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