sábado, 25 abril, 2026
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Vaticano define cuidados com a cremação e cinzas

Mylena Cooper: fios de cabelo
Mylena Cooper: fios de cabelo

A Instrução Ad Ressurgendum cum Christo, divulgada na quarta, 26, pela Congregação da Doutrina da Fé do Vaticano, estabelece normas e orientações que devem ser seguidas pelos cristãos católicos romanos espalhados pelo mundo quanto à cremação de corpos e destino das cinzas.

Os católicos são 1,2 bilhão. Desse total impressionante do ponto de vista numérico, há um percentual altíssimo que, sendo “filho da Igreja”, não segue boa parte das normas vaticanas, ignora determinações dos escalões curiais. Claro que as grandes marcas do catolicismo – como dogmas, por exemplo – são levados em consideração. Sem isso, esse bilhão e 200 mil pessoas deixaria, automaticamente, de nominar-se católica. Mas, de qualquer forma, as definições da “Ad Ressurgendum cum Christo” serão observadas rigorosamente por algumas centenas de milhões de fiéis.

A questão da cremação não é dogmática, quer dizer: não envolve matéria de fé e moral católicas.

COMEÇOU EM 1963

Foi a partir de 1963 que a Igreja de Roma passou a aceitar a cremação de corpos, sem nunca deixar, no entanto, de registrar sua primeira recomendação a favor do sepultamento dos corpos dos católicos, “em lugares santos” – os cemitérios.

Nossos irmãos judeus -nossos ‘ancestrais’ na História e na fé – não aceitam a cremação.

VENERAÇÃO DOS CORPOS

Há várias nuanças envolvendo o tema. Uma delas, a reconhecida veneração que a Igreja Católica Apostólica Romana sempre votou ao corpo dos crentes, que considera – à luz das Escrituras – “templo do espírito”. E mais: a preferência pela sepultura liga-se também à ideia da Ressurreição.

De qualquer forma, as normas de agora vaticanas condenam a utilização de cinza como lembranças, joias e/ou que sejam divididas entre familiares, bem assim que sejam guardadas que em lugares não sagrados (consagrados pela Igreja).

FALTA ESPAÇO

A Igreja manteve por quase 2 mil anos sua preferência pelo sepultamento dos corpos. Mas se dobrou, dizem analistas, a realidades como a urbanização acelerada das cidades e à falta de espaço para sepultar os mortos em aglomerados humanos de hoje em dia.

OPINA A VATICANO

Fui ouvir sobre o assunto a jovem amiga Mylena Cooper, grande talento empresarial, publicitária graduada pela PUCPR, co-proprietária e diretora do grupo Vaticano, de Curitiba, dona de funerárias e crematório, além de capelas mortuárias. Eis a opinião da jovem:

É ECUMÊNICO

“O Crematório Vaticano, com sede no PR e em SC, é ecumênico e oferece opções de cremação e rituais respeitando todas as religiões. Para os praticantes da igreja católica que irão seguir a resolução divulgada nesta semana, o Crematório disponibiliza a Sala de Memórias, local destinado a guardar as cinzas dos que já se foram. Ao todo, mais de 600 famílias fazem uso dos locais no PR e em SC. “Cada lóculo expressa um pouco da vida sobre a pessoa que partiu. Seu hobby, sua profissão, algo marcante em sua personalidade e que ficará eternizado na memória de seus entes queridos”, explica Mylena Cooper, diretora do Crematório Vaticano.

Para os católicos que querem guardar consigo uma jóia da pessoa que se foi, há a opção de transformar em diamantes os fios de cabelos e não as cinzas”.

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