
Como ser humano, Gustavo Fruet conseguiu passar os quatro anos na Prefeitura e o conturbado período eleitoral sem desvestir-se de sua característica maior: um ser humano afável, educado, confiável, voltado ao bem comum e zelador de princípios éticos.
A esses qualificativos se poderia acrescentar o de indeciso. Pois a indecisão – ou decisão a passos de cágado, aquela pequena tartaruga – é outra marca registrada do filho de Maurício.
PORQUE FRUET (2)
Mas não foi apenas a lentidão – e/ou indecisão – que levou Fruet à derrota. Cidadão acima de qualquer suspeita, quanto à honorabilidade pessoal, Fruet pagou pelo preço de uma teimosia persistente na Prefeitura, insistindo em manter uma equipe de secretários de mínima acústica. O secretário de Planejamento e o presidente da URBS seriam consumados exemplos de acadêmicos sem o mínimo ‘feeling’ para a selva do mundo político e seus pleitos.
E o secretário de Governo, embora bem equipado culturalmente, sempre foi um ser de difícil convivência com os políticos e com os eleitores e os contribuintes em geral.
PORQUE FRUET (3)
A irmã de Fruet, secretária da Fazenda, sempre citada como “culpada” pela morosidade administrativa da PMC, não fez nada mais do que refletir Gustavo, embora, se lhe faça justiça, ela teve de arcar com o ônus de fazer um enorme ajuste fiscal. E pagar monstruosas dívidas recebidas de Ducci.
PORQUE FRUET (4)
A comunicação social foi apenas um dos instrumentos mal usados por Fruet na PMC, onde se cercou de assessores incapazes de passar adiante até realidades importantes da administração. Mas que só foram reveladas ao público no horário eleitoral de televisão e nos debates, por Fruet.
Pode?
Pôde.
