
Todos temos direito à livre expressão de ideias, diz a Constituição de 1988.
Mas na prática as coisas não têm sido bem assim. Quem não se lembra de recente decisão de juízes do Paraná, que virou um “case”, vista como retaliação judicial a críticas feitas por jornalistas a questões salariais de juízes e promotores do Estado?
O caso, que envolveu profissionais da Gazeta do Povo, foi resolvido pela ministra Carmen Lucia, do STF, que mandou se sustassem as ações, será apenas uma das realidades que a mesa redonda “Liberdade de Expressão, Liberdade Vital”. Será dia 13 próximo, sábado, às 10 horas, no auditório da Escola de Enfermagem Catarina Labouré, promoção do Instituto Ciência e Fé de Curitiba.
O time escolhido para a mesa redonda – com direito a perguntas da plateia – é de primeiro nível, domina e tem autoridade sobre a matéria:
– Renê Dotti, o jurista, referência em direito Penal brasileiro;
– Jornalista investigativo Mauri Konig, premiado internacionalmente por suas reportagens;
– e as jornalistas Maria Sandra Gonçalves, ex-diretora da Gazeta do Povo,
– e Marilena de Mello Braga, a primeira mulher a exercer jornalismo político no Paraná.
TESTEMUNHO DE DOTTI
René Dotti tem ampla tradição de advogado libertário. Professor emérito da UFPR, passou por jornal, atuando no Diário do Paraná, anos 1960s.
Notabilizou-se como defensor da liberdade de expressão pela destemida defesa que fez de jornalistas paranaenses acusados de “subversão” pelo regime militar de 1964. Atuou na Auditoria Militar da Quinta Região e em tribunais superiores em defesa de jornalistas. E tem sido, desde então, uma voz acatada nacionalmente por sua marca maior: pregoeiro da liberdade de expressão.
O coordenador do encontro será o ex-professor de Jornalismo da UFPR e PUCPR, professor Hélio Puglielli, que por cerca de 40 anos foi editorialista dos mais importantes jornais do Paraná.
A entrada é livre, não é necessária inscrição prévias.
