
Uma leitura técnica e específica da nova lei das estatais mostra que candidatos como o Lupion e o Sciarra estariam fora da disputa para a direção geral brasileira da empresa. Afinal, são dirigentes de partidos políticos e exerceram mandatos há menos de 36 meses. Esse prazo para o exercício de cargos políticos deve ser reduzido de 36 para 18 meses, ainda assim os dois ficaram de fora já que um é vice-presidente do DEM nacional e outro o responsável pelo PSD no Paraná.
Porém, a nova lei pode não ser interpretada isoladamente. A Itaipu é uma empresa binacional e isso daria margem para contornar a legislação brasileira.
Ou seja, tudo vai do interesse e vontade política.
Acho que essa definição só vai sair após a decisão do impeachment.
Michel Temer vai segurá-la porque hoje é apenas interino. Não quer se indispor desnecessariamente com ninguém, muito menos, contrariar seus eleitores no Senado, alguns dos quais têm candidatos declarados ao lugar de Jorge Samek.
ITAIPU (2)
Assim, a nomeação para Itaipu ainda demora e muita especulação ainda deve acontecer.
Entre os chamados padrinhos de candidatos à sucessão de Samek, estão alas do PMDB, como a de Roberto Requião, apoiando Rocha Loures, e contando com a simpatia do próprio presidente interino; Ministro Kassab, grão presidente do PSD, francamente pró-Sciarra; governador Beto Richa e senador Ronaldo Caiado, defensores às claras do nome de Abelardo Lupion, francamente apoiado por senadores e lideranças do DEM nacional.
Esses são nomes e partidos abertamente apoiadores dos candidatos a Itaipu.
Claro que há outros, correndo por fora, no estilo come quieto.
