
A Polícia Federal parece não estar mesmo disposta a dar sossego ao ex-ministro Paulo Bernardo. Na mesma quarta-feira, 29 de junho, data em que o ministro Dias Toffoli mandou libertar o marido da senadora Gleisi Hoffmann, preso em São Paulo pela Operação Custo Brasil, a Polícia Federal de Curitiba ouvia o jornalista Edson Fonseca.
Do profissional queria saber tudo sobre eventuais ligações do ex-ministro do Planejamento de Lula, e de Comunicações, de Dilma, na transação do Jornale, site de notícias que Roberto Bertholdo teria alienado em favor de André Vargas (preso e condenado pela Lava Jato) por R$ 6 milhões.
As perguntas dos policiais centravam-se em busca de eventual ligação de Paulo Bernardo com a operação de venda do Jornale. No fundo, parece haver, agora, interesse de conectar o ex-ministro com a área de imprensa.
Visando – quem sabe – a identificar possíveis interesses de Paulo Bernardo até em uma emissora de televisão, fato que, há meses, é objeto de cogitações. E nada mais que cogitações.
Mas o porquê do interesse nesse modesto jornalista – Edson Fonseca -, assalariado com menos de R$ 2 mil/mensais?
Simples: Fonseca é o titular hoje do Jornale, que lhe foi dado gratuitamente. E que, parece, não tem importância econômico-financeira, por ora.
Com a tranquilidade dos que não têm culpa no cartório, Edson Fonseca disse o esperado pelos seus amigos e conhecidos: “Não sei de nada…”
Na mesma investigação da PF, o advogado Luiz Carlos França da Rocha também foi ouvido em Curitiba sobre Bertholdo e companhia.
