
Do perfil biográfico do procurador Olímpio Sá Sotto Maior Neto, que estará no volume 8 de meu livro Vozes do Paraná, Retratos de paranaenses, retiro este trecho:
“Qual sua experiência coordenando a Comissão Estadual da Verdade?
Investigamos as graves violações dos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 88. Mas o destaque foi o que aconteceu com as comunidades indígenas. Na década de 50, em um acordo entre o Governo do Estado e o Serviço de Proteção ao Índio, diminuíram a área das comunidades no Paraná. O SPI cometeu absurdos como reunir no mesmo local Caingangues e Guaranis, o que gerou muitos problemas. Perto de Umuarama existia uma comunidade com mais de 500 Xetás que simplesmente desapareceu para que as áreas fossem entregues para uma colonizadora.

No começo os índios entravam nos caminhões. Depois começaram a ser colocados à força.
Não existem, nem na Funai, registros para onde os Xetás foram encaminhados. Desapareceram. Na ocasião vários índios fugiram para o mato. Para esses a colonizadora deixava em certos lugares carne a arroz-doce envenenados”.
