
(Veja)
Em abril do ano passado, quando disputar as eleições presidenciais era apenas um projeto, Sergio Moro soube que, caso levasse a ideia à frente, poderia fazê-lo pelo PT. O ex-juiz da Lava-Jato foi surpreendido com a notícia de que havia se “filiado” ao partido do ex-presidente Lula. Era, obviamente, uma fraude.
Alguém pegou os dados de Sergio Moro, falsificou uma ficha de filiação e o transformou em correligionário do ex-presidente Lula, condenado à prisão pelo próprio Moro por crime de corrupção.
A novidade é que o Ministério Público Eleitoral identificou o suposto responsável pela “filiação” do ex-ministro da Justiça: trata-se do secretário de Organização Estadual do PT no Paraná, Claudio Cezar de Matos.
O Ministério Público Eleitoral descobriu que a “filiação” de Moro foi feita através do computador usado pelo dirigente petista na sede do partido em Curitiba.
Claudio Cezar disse a VEJA que “alguém hackeou” seu computador . O aparelho, segundo ele, fica dentro de sua sala e só ele tem a senha de acesso. A Justiça, porém, não acreditou na história do petista.
A juíza Camile Santos de Souza Siqueira concluiu que a filiação de Moro foi realizada “mediante fraude”, cancelou a ficha e determinou o descredenciamento de Claudio Cezar de Matos como usuário do sistema Filia, do TSE. Segundo ela, “as convicções políticas de Sergio Moro são opostas às defendidas pelo Partido dos Trabalhadores”.
