quinta-feira, 30 abril, 2026
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Mars Brasil aguarda mercado para iniciar fabricação em PG

Estrutura foi construída na região do Distrito Industrial de Ponta Grossa. Foto: Arquivo aRede

Obras estruturais da planta fabril já foram concluídas há alguns anos, mas ainda  não há produção no local

 

(A Rede)

AMars Brasil, pertencente a um dos maiores grupos multinacionais do mundo (Mars), concluiu, há alguns anos, a sua fábrica em Ponta Grossa, na região do Distrito Industrial, às margens da BR-376, próxima ao posto da PRF. A estrutura foi construída para receber uma fábrica de rações, tanto para cães quanto para gatos, com um investimento anunciado de R$ 165 milhões. A assinatura entre a empresa e o município ocorreu em 2013, e as obras iniciaram em 2014. A meta era de início de produção era para 2017, mas se passaram cinco anos e esse processo fabril não começou. Em 2019, porém, a empresa anunciou um novo investimento, na casa de R$ 120 milhões, para um novo projeto na cidade, para a produção de matérias-primas – mas também não houve avanços e o imóvel permanece ocioso.

De acordo com o secretário municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, José Carlos Loureiro, apesar de a estrutura física construída estar parada há anos, a empresa mantém o interesse de ter uma planta fabril em Ponta Grossa. Ele explicou que em fevereiro, representantes de uma empresa investidora, que pretende se instalar na cidade, prospectou a estrutura da Mars, e contatou a prefeitura sobre se estaria disponível. A empresa se interessou em comprar a estrutura.

Diante dessa demanda, a Secretaria de Indústria e Comércio entrou em contato com a Mars Brasil, porém a empresa retornou que não tem o interesse em se desfazer do imóvel. Eles teriam revelado ao município que desde que a estrutura foi concluída, o mercado não se comportou como o esperado e houve uma retração. Assim, o aporte na cidade está em ‘stand by’, e será ativado assim que haja uma reação do mercado no cenário sul-americano, o que inclui Brasil e países vizinhos – afinal, no processo de instalação, a empresa revelou que a fabricação era destinada para o Sul do país e Mercosul. Prazos exatos não foram revelados, segundo Loureiro.

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