
Gestão desafiadora tem sucesso por conta da governança e processo de sucessão bem estruturado
Ana Claudia Vitorassi é uma empresária de sucesso. À frente da Farmácias Trajano, primeira rede de farmácias do Paraná criada há 85 anos e pioneira em prestação de serviços farmacêuticos em Guarapuava – a primeira com funcionamento 24 horas e delivery – ela administra 23 lojas, laboratório de manipulação e 300 funcionários. Ana Claudia faz parte dos 3% de mulheres em cargos de liderança no Brasil. O número é resultado do estudo da Bain & Company, em parceria com o Linkedin.
Segundo a pesquisa, de 2013 pra cá, houve um aumento de 10 pontos percentuais no número de mulheres que enxergam comprometimento da liderança com a promoção da diversidade. “E isso é bastante coisa”, diz Gilson Faust, consultor sênior da GoNext Governança e Sucessão, que realiza a consultoria empresarial da rede de farmácias.
Ana Claudia assumiu a gestão geral da Trajano em setembro de 2019, inicialmente para acomodação de questões societárias. “Cá estou até o momento (risos). Penso que cheguei aqui pelos aprendizados do caminho profissional que trilhei na Trajano, mas sobretudo por acreditar incondicionalmente na empresa”, conta Ana Claudia, que ressalta a importância do processo de sucessão bem estruturado.
“A GoNext acompanhou todo o processo de sucessão e realizou a estruturação do conselho de gestão, o que é essencial para sabermos aonde estamos e aonde queremos chegar, com planejamento, foco e ação”, destaca a empresária.
MULHER NA LIDERANÇA
Ana Claudia conta que hoje existem muitas mulheres em cargos de liderança. “Mesmo o mercado farmacêutico ainda sendo muito masculino, temos muitas mulheres em destaque. Eu entendo que a mulher não precisa ser mais, nem menos que o homem. Ou seja, ninguém precisa ser menos para que o outro seja mais. Temos que criar uma consciência de parceria”, fala.
Ela acredita que neste segmento, assim como em outros, as mulheres têm muito a contribuir. “Mulheres têm força de espírito, normalmente são muito dedicadas e já habituadas a resolver muitas coisas ao mesmo tempo.
O mundo evoluiu, e devemos muito às nossas bisavós, avós e mães, que conquistaram e defenderam seus direitos, seus espaços e suas vontades, com muita luta e sou grata a todas essas mulheres corajosas e maravilhosas que abriram os caminhos para todas nós”, pontua.

Para Gilson Faust, as mulheres têm ganhado cada vez mais espaço nos conselhos e em posições estratégicas dentro das coorporações.
“Existe atualmente no mercado um movimento crescente de mulheres ocupando cargos em conselhos de administração ou atuando como CEO de organizações. E existe muito espaço para a liderança feminina, pois as empresas desejam que as competências femininas agreguem cada vez mais aos negócios”, opina Faust.
Ana Claudia concorda. Ela acredita que as mulheres têm muita facilidade para trabalhar em parceria, inclusive quando ocupam cargos de liderança.
DESAFIOS
A gestora crê que os desafios para uma gestora mulher ou um gestor homem são muito parecidos, principalmente em um país como o Brasil, onde empreender é um desafio diário.
“Penso que ser mulher faz sim a diferença, exatamente porque temos essa capacidade de ter resiliência e acreditar que podemos virar qualquer jogo. Somos muito intuitivas e acreditamos nas nossas intuições. Essa característica, e outras, são típicas da alma feminina”, defende.
Para ela, o que é imprescindível para uma mulher alcançar o sucesso é ter um propósito bem definido, saber onde quero chegar e sobretudo nunca deixar de lado qualquer de suas convicções. “Penso que temos sempre que buscar o equilíbrio para ter sucesso, prosperidade, sem esquecer de onde começamos.
O sucesso, para mim, é construir, evoluir, e contribuir de alguma forma para a evolução das pessoas através da empresa. Assim a prosperidade e o sucesso serão uma consequência”, assegura Ana Claudia.
