
(Plural e AENPR)
O Paraná tem hoje o maior número de infecções ativas por Covid-19 de todo o Brasil. A Secretaria estadual da Saúde (Sesa) divulgou neste domingo (30) mais 10.138 casos confirmados e seis mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus.
O volume sustenta projeções da iminência de um novo pico de casos no estado que pode ocorrer nos próximos dias, previsto em modelagens quantitativas, e ampara o movimento de reabertura de leitos feito recentemente pelo governo Ratinho Jr. (PSD). Na comparação com 14 dias atrás, o número de internados subiu quase 75%, em um universo majoritariamente de não vacinados.
A fatia de casos ativos registrados na manhã desta terça no Paraná corresponde a 12% dos 2,04 milhões de casos ativos em todo o país neste dia, desproporcional ao tamanho do estado, onde estão concentrados 5,4% da população brasileira. Os números são da Covid19br, plataforma de dados sobre o coronavírus vinculada à Universidade Federal de Viçosa (UFV).
O sistema compila informações cruzadas entre as secretarias estaduais da Saúde e o Ministério da Saúde (MS) para uma atualização dinâmica da situação da pandemia do país. São, portanto, mais “frescos” que os boletins diários divulgados ao público pelas autoridades, geralmente disponibilizados apenas no fim de cada dia. Atualmente, o governo Federal não divulga recortes locais de infectados ativos, mas dá o cálculo: são considerados ativos os casos confirmados que não evoluíram a óbito e não se enquadram nos critérios de recuperados.
A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) sustenta que a nova onda é impacto de um conjunto de fatores, principalmente da nova variante em circulação, a Ômicron.

VARIANTE ÔMICRON
“O aumento do número de casos ativos subiu nos últimos dias com a média de casos elevadas pela introdução da variante Ômicron, mais transmissível associado aos movimentos de final de ano, consequente aumento da testagem, e possível atraso no encerramento de casos pelos notificadores dos casos de Covid-19 pelas equipes de saúde dos municípios com alta demanda de trabalho”, disse, em nota, a pasta.
A cepa é considerada mais transmissível, com impactos diretos na pressão exercida sobre políticas e sobre o sistema de saúde. Há duas semanas, a prefeitura de Curitiba, também sobrecarregada, voltou com limite de capacidade para estabelecimentos. No Brasil, a já fragilizada política de testes, por exemplo, não deu conta de absorver a massa de possíveis contaminados – nesta terça, o país bateu um novo recorde e elevou a média móvel de contágios dos últimos sete dias para 150.236, a maior desde o início da pandemia.
