
Por Cel. Audilene Dias Rocha
O ano de 2022 começou com muitas perguntas e incertezas, covid-19, variantes, gripes, hospitais cheios, felizmente, com menor gravidade, mas, preocupa. Muitos acreditavam que seria um ano diferente, sem uso de máscaras, sem restrições. Inúmeras pessoas entenderam, equivocadamente, que com a vacina não contrairiam mais a doença, estavam 100% imunes, em que pese as constantes explicações a respeito do efeito das vacinas.
A comunicação é algo muito interessante, não é incomum o receptor entender o que convém, o que quer ouvir, a sua expectativa e não o que, de fato, está sendo comunicado. Algumas ficaram indignadas ao descobrirem que podem, sim, contrair a doença, mesmo vacinada, apresentando reações diversas como murmurar, maldizer o governo, o mundo, xingar, amaldiçoar e achar culpados.
Outras se desesperam, assustadoramente. Essa semana uma pessoa sofreu um infarto ao ter conhecimento que a filha positivou para covid-19, recebendo a notícia como uma sentença de morte. Compreensível a reação se considerarmos o número de vidas perdidas para o vírus antes da vacinação. O temor está registrado na sua memória. Várias pessoas, ainda, estão amedrontadas, o que as levam a ansiedade e depressão. É, sim, desafiador e desejamos que esse período cesse, entretanto, vários infectologistas alertaram que conviveremos um bom tempo com esses vírus. A ira, a amargura, a maledicência, pensamentos com fatos ruins ou gerar o temor da morte para um futuro próximo, não eliminará as doenças nem o vírus, pelo contrário, criarão terreno emocional propício para adquirir doenças ou psicossomatizá-las.
Necessário é conviver com essa ameaça, por ora, constante, cuja gravidade está sendo amenizada pela vacinação em massa. É um momento fácil? Claro que não. O ser humano anseia pela eternidade e não está preparado para se separar dos entes amados. Precisamos aprender a ver, ouvir e pensar coisas boas, verdadeiras, justas, amável, que tenham virtudes, que edifiquem a nós mesmos e aos outros e a praticá-las. Necessitamos exercitar a gratidão com Deus, para os que creem, com a vida, com as pessoas e isso nos tornará mais alegres, esperançosos, pacientes e trará paz, independente das circunstâncias, sem nos deixar alienados ou incapazes de analisar criticamente a conjuntura.
Na vida há embates, aflições, dores, tristezas e são inevitáveis, mas, cada pessoa lida de forma diferente com esses desafios e como são resolvidas essas questões determinarão se o indivíduo será dominado ou fortalecido. Tenha amigos(as) sábios(as) que lhe dê bons conselhos, que o(a) anime, corrige, console, que se importe, verdadeiramente, com você. Lembre-se! Se não ouvir as boas orientações e não praticá-las para nada servem. Tenhamos esperança!
Abraços a todos(as) e que Deus os(as) abençoe!
Coronel Audilene
