
A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT), líder do Bloco Parlamentar de Apoio à Agricultura Familiar na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), protocolou na sexta-feira passada (19) um projeto de lei para proibir a terceirização da alimentação escolar no Paraná. Por meio dessa iniciativa, ela sai em defesa da qualidade do alimento fornecido às 2.100 escolas da rede pública do estado, da segurança alimentar e nutricional nas escolas, do trabalho das merendeiras, da cultura de uma alimentação saudável e, ao mesmo tempo, da valorização da agricultura familiar, responsável, inclusive, pelo incremento da renda nos pequenos municípios do interior.
Na última semana, circulou a informação de que o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) estuda terceirizar 100% da merenda a partir do ano que vem. Essa informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEED) à imprensa.
RELAÇÕES HUMANAS
“A gestão terceirizada da alimentação escolar rompe com uma série de relações humanas, sociais e econômicas estabelecidas ao longo do processo de ofertar alimentos aos estudantes”, ressalta a autora da proposta. “Em um contexto de empobrecimento, de fome, desnutrição, de desemprego, inflação alta como o cenário que estamos vivendo agora, adotar a terceirização da gestão e da administração da merenda escolar no Paraná vai acirrar o quadro de insegurança alimentar e nutricional”, disse.
“Isso muito nos preocupa e nos deixa estarrecidos diante da capacidade que representantes do governo têm de desenvolver formas de prejudicar os estudantes, os agricultores familiares e a população em geral”, criticou Luciana.
(Assessoria de Imprensa)
